Diretrizes Curriculares para o Jornalismo

16 09 2013

O Ministério da Educação aprovou nesta última quinta-feira, 12 de setembro, as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Jornalismo de todo o Brasil. A canetada do bigodudo petista, Aloizio Mercadante, atual ministro da Educação, encerra o processo aberto pelo próprio MEC em 2009. Na época, uma comissão presidida pelo professor/pesquisador José Marques de Melo foi responsável pelos estudos, análise e redação das diretrizes. A comissão era composta ainda por Alfredo Vizeu, Eduardo Meditsch, Lúcia Maria Araújo, Luiz Gonzaga Motta, Manoel Chaparro, Sergio Augusto Mattos e Sonia Moreira.

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Até quarta passada, os cursos de Jornalismo obedeciam às Diretrizes curriculares para os cursos de Comunicação e suas habilitações, validadas em 2002. A novas Diretrizes firmam o passo na demarcação de uma área profissional e de conhecimento que passa por uma crise mundial (com o aparecimento das novas mídias conectadas à Internet) e outra nacional (com a desobrigação do diploma em Jornalismo para o exercício profissional). O documento garante aos acadêmicos uma formação cada vez mais necessária para o exercício consciente do jornalismo.

Entre as normas estabelecidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para Jornalismo destaco as seguintes:

  • Regulamentação do estágio profissional;
  • Formação voltada à intelectualidade;
  • Obrigatoriedade da execução de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC);
  • Valorização da especificidade técnica e teórica do campo jornalístico;
  • Cursos estruturados com base no Ensino, Pesquisa e Extensão;
  • Mínimo de 3.200 horas de formação, sendo 200 horas de estágio e 300 de atividades complementares;

Já visando as eminentes mudanças nos cursos de Jornalismo, a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo e a Federação Nacional dos Jornalistas se dispuseram para esclarecimentos de dúvidas.

Tendo em vista essas mudanças, é importante destacar que um jornalismo de qualidade passa obrigatoriamente por uma formação de qualidade. Não se pode pensar em um bom produto jornalístico que não passe pela mão de diversos profissionais (e não só jornalistas) de qualidade!

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