Textos do objETHOS

23 12 2013

Neste 2013, entrei para o Mestrado em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina.

Por causa disso, também, e através do meu orientador Rogério Christofoletti participo do grupo de pesquisa Observatório de Ética Jornalística, o objETHOS.

Compartilho com vocês os dois textos que escrevi para o site do observatório que foram replicados no Observatório da Imprensa.

Jornalismo pautado pela natureza – aqui.

Redes sociais, um novo palco para a sátira da imprensa – aqui.





Pós-Jornalista?

25 09 2013

Ontem li a entrevista com André Deak, no blog Newsgames da Super Interessante sobre a crise do jornalismo e as novas formas de sobrevivência da práxis profissional. Essa foi a primeira vez que me deparei com a expressão pós-jornalista. A definição do termo deixo com o próprio entrevistado:

Que a definição tradicional de jornalista não me representa, mas jornalismo foi minha formação, então é difícil pensar fora da esfera da informação a serviço do interesse público. […]  Jornalistas que trabalham com bases de dados, ou que são “repórteres-multimídia”, ou que são empreendedores. Mas também os que trabalham com redes sociais ou que programam, ou ainda pensam e fazem newsgames.

A partir dessa concepção, o argumento é de que não existe mais habitat para a sobrevivência do jornalismo no modelo em que nós conhecemos.

Nada disso me incomoda: crise de paradigmas, reinvenção, fim de modelos, obsolescência de técnicas e tecnologias… O que me deixa incomodado é a própria expressão “pós-jornalista”. Ela, me parece, carregar o fim da profissão jornalística e, pior, da função de jornalista. Não consigo consigo ver tantas diferenças em um profissional da redação para o perfil apresentado acima. O pós-jornalista não deixa de carregar os valores de veracidade, clareza textual, credibilidade, e, como o próprio Deak afirmou, “informação a serviço do interesse público”. Acredito que expressão poderia ser melhor traduzida como jornalista-pós-modelo-industrial, ou jornalismo-pós-industrial.

Com essa pequena reflexão quero inaugurar uma série de posts que analisem o caminhar (no escuro) traçado pelo jornalismo. E, quem sabe, junto com vocês leitores clarear um pouco mais esse cenário e enxergar um pouco além. Por isso, peço o comentário de vocês para começarmos este diálogo; A partir daqui quero falar de Mídia Ninja, Jornalismo Cidadão, Redes Sociais, Web 3.0, Hackeabilidade.

O JORNALISMO NÃO VAI ACABAR! O que pode acabar são as empresas jornalísticas.





Diretrizes Curriculares para o Jornalismo

16 09 2013

O Ministério da Educação aprovou nesta última quinta-feira, 12 de setembro, as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Jornalismo de todo o Brasil. A canetada do bigodudo petista, Aloizio Mercadante, atual ministro da Educação, encerra o processo aberto pelo próprio MEC em 2009. Na época, uma comissão presidida pelo professor/pesquisador José Marques de Melo foi responsável pelos estudos, análise e redação das diretrizes. A comissão era composta ainda por Alfredo Vizeu, Eduardo Meditsch, Lúcia Maria Araújo, Luiz Gonzaga Motta, Manoel Chaparro, Sergio Augusto Mattos e Sonia Moreira.

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Até quarta passada, os cursos de Jornalismo obedeciam às Diretrizes curriculares para os cursos de Comunicação e suas habilitações, validadas em 2002. A novas Diretrizes firmam o passo na demarcação de uma área profissional e de conhecimento que passa por uma crise mundial (com o aparecimento das novas mídias conectadas à Internet) e outra nacional (com a desobrigação do diploma em Jornalismo para o exercício profissional). O documento garante aos acadêmicos uma formação cada vez mais necessária para o exercício consciente do jornalismo.

Entre as normas estabelecidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para Jornalismo destaco as seguintes:

  • Regulamentação do estágio profissional;
  • Formação voltada à intelectualidade;
  • Obrigatoriedade da execução de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC);
  • Valorização da especificidade técnica e teórica do campo jornalístico;
  • Cursos estruturados com base no Ensino, Pesquisa e Extensão;
  • Mínimo de 3.200 horas de formação, sendo 200 horas de estágio e 300 de atividades complementares;

Já visando as eminentes mudanças nos cursos de Jornalismo, a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo e a Federação Nacional dos Jornalistas se dispuseram para esclarecimentos de dúvidas.

Tendo em vista essas mudanças, é importante destacar que um jornalismo de qualidade passa obrigatoriamente por uma formação de qualidade. Não se pode pensar em um bom produto jornalístico que não passe pela mão de diversos profissionais (e não só jornalistas) de qualidade!





É um belo dia para voltar a blogar

13 09 2013

Hoje, faz um dia lindo de sol. Em Itajaí, o clima é agradável e alguns até já sonham com o verão. Meus olhos ainda se atrapalham um pouco por causa do colírio dilatador de pupilas aplicado na quarta-feira, mas não me causa mais nenhum transtorno. É, de fato, um belo dia para voltar a escrever no meu blog.

Sexta-feira, 13 de setembro. A data folclórica vem bem a calhar para um blogueiro e seu blog que haviam decretado a aposentadoria precoce em 2010. É noite dos mortos-vivos! digo, é dia dos pseudo-mortos voltarem a serem vivos. Para você que é um parascavedecatriofóbico, ou frigatriscadeicafóbico (pasmem! existem nomes para pessoas que tem fobia com sexta-feira 13), fique tranquilo, pois aqui não é lugar de profecias apocalípticas, ocultistas, satânicas, ou sei lá o que.

O blog vai se dedicar a um pouco daquilo que eu estudo, gosto e compartilho. Ou seja: Jornalismo, Democracia, Participação Social, Ética, Comunicação, Política, Redes Sociais. Quero construir, junto com os leitores, aquilo que Pierre Lévy chama de Inteligência Coletiva. Ou seja, a partir dos comentários, estabelecer um diálogo de construção de um conhecimento. Por isso, convido todos a participarem sempre das discussões, especialmente se for discordar.

O passado deste blog não está disponível para a consulta pública, ou para as ferramentas online de indexação. Sobrou, apenas, o primeiro post e serve somente para mostrar que ao longo do tempo eu mudei, melhorei, mas, mesmo assim, continuo o mesmo. Os demais 367 textos estão arquivados e podem voltar ao blog como textos novos com algumas correções e atualizações.

“Talvez seja a hora de voltar…” mesmo sem a certeza de que seja a hora certa, de que os compromissos vão me deixar ter um tempo para me dedicar ao blog: Aqui estamos! (eu e o blog.)