O Secretário Falastrão

17 12 2009

Dentre as grandes decepções do secretariado do Governo Bellini, e elas são muitas, está o secretário municipal de Segurança do Cidadão, Carlos Ely. O ex-delegado da Polícia Federal, partidário do PPS, chegou com moral e m,ilhares expectativas devido ao seu trabalho de palestras anti-drogas e seu jeitão de xerife.

Ely concedeu as primeiras entrevistas como secretário impondo seu modo de ser: falando alto, gesticulando, prometendo rigidez no cumprimento da lei e demonstrando vontade para batalhar por uma Itajaí mais segura. Aos poucos, a altivez e dureza de Carlos Ely foi se esvaindo e o secretário foi se mostrando frágil.

Quase um ano completo, a Secretaria Municipal de Segurança do Cidadão é um grande elefante branco e Carlos Ely um secretário desmoralizado. As mortes na cidade só aumentam e não existe nenhum programa desenvolvido pela secretaria em prevenção ao educação para o combate à violência. Carlos Ely foi ofuscado pela popularidade e expontaneidade de Zé Alvercino – ou Zé Bellini – na Coordenadoria de Trânsito (Codetran).

Está na hora de trocar o secretariado e Segurança do Cidadão é apenas uma pasta que precisa de mudanças urgentes!





Violência bate a sua porta

19 10 2009

Tentativa de assalto em velório, na Nova Brasília

Jovem é assassinado no domingo a tarde, no meio da rua, em Cordeiros

Professor universitário é sequestrado e assaltado por dois menores de idade

Detenta grávida foge do Hospital Marieta

Caminhoneiro é sequestrado em frente ao Porto e tem mercadorias roubadas

Basta sentar na mesa para almoçar e sentir medo. Nos últimos dias, venho comendo acompanhado de diversas notícias de violência. E não adianta colocar a culpa na mídia que explora a violência, não! A cidade de Itajaí está cada dia mais perigosa e o sentimento de risco tomou conta dos moradores.

Esses fatos tem uma conexão: a má administração das políticas públicas na área da segurança. Em uma cidade do tamanho de Itajaí não é possível aceitar que a construção do presídio fique tanto tempo parada, que o Centro de Internamento Provisório seja entregue em condições tão precários. Que Itajaí tenha um efetivo tão reduzido de Policiais Militares e Civis. Enquanto as autoridades brincarem de polícia e ladrão, Itajaí padece por violência.





Novas matérias do blog Pimenta & Política

30 06 2009

Esta última semana foram mais quatro matérias para o Pimenta & Política. Confira clicando nos links:

Programa Itajaí Todos Pela Educação se reúne nesta quarta-feira (24)

Senado realiza ciclo de debates para avaliar a saúde pública brasileira

União investe mais de 108 milhões em Itajaí e Balneário Camboriú

Conselhos Tutelares de Santa Catarina são contra redução da maioridade penal

Você ainda pode conferir as matérias sobre o Terminal Urbano de Itajaí, o Código Ambiental de Santa Catarina e os problemas que ainda enfrenta o Porto de Itajaí.





Violência em pauta

18 05 2009
Tv ao vivo: O Jornal do Meio-Dia, da Ric Record, está apresentando um noticiário com enfoque único: “O combate a violência envolvendo crianças e adolescentes”.
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No estúdio os juízes José Carlos Bernardes e Sonia Moroso, juntamente com o apresentador Graciliano Rodrigues discutem sobre algumas questões relacionadas ao tema. Problemáticas como a diminuição da maioridade penal, toque de recolher para menores de idade, as más condições dos centros de internação para menores, os direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente são apresentados em matérias produzidas pelos jornalistas para a discussão no estúdio. Além da participação ao vivo de adolescentes no colégio São José questionando os convidados.
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O Jornal do Meio-Dia vem prestando um serviço à comunidade itajaiense sem igual. Trazer especialistas (como os juízes no estúdio e delegados, secretários municipais, professores na matérias) para discutir o assunto mostra a relevância da pauta sobre segurança. É preciso destacar que a discussão se acentuou depois que o secretário municipal de Segurança Pública de Itajaí, Carlos Ely, defendeu a implantação de toque de recolher para menores de idade. Desde a declaração, a população se mostrou favorável a medida sem discutir as suas consequências.




TOQUE DE RECOLHER

27 11 2008
A Defesa Civil, as Forças Armadas, as Polícias Militar e Civil avisam que HAVERÁ TOQUE DE RECOLHER A PARTIR DÁS 10 HORAS DA NOITE NA CIDADE DE ITAJAÍ. Os saques que continuam acontecendo em toda a cidade são o principal motivo da medida tomada pelo comando, hoje durante a tarde. Qualquer pessoa transitando pelas ruas sem autorização, após esse horário, estará arriscando a sua vida.




Abrigos são ameaçados de invasão

27 11 2008
A empresa Ar Frio, na Av. Adolfo Konder, e as Sociedades Tiradentes e Barroso estão em situação crítica. Não falta comida, nem água (salvo em casos raros), mas muitas pessoas se aglomeram nas portas dos abrigos. Elas procuram todo tipo de assitência, já que muitas delas estão nem casa de parentes e os mantimentos começam a escassar. A polícia já foi acionada, mas é pouco o efetivo para dar segurança a todos os abrigos e estabelecimentos comerciais.
Caso parecido é dos caminhões que distribuem comida nos vários pontos da cidade. Para cada veículo que transporta os mantimentos, outro veículo da Polícia Civil é deslocado juntamente para evitar os saques. Nos abrigos o abastecimento é suficiente, masa situação da cidade é caótica. Os mercados que ainda estão abertos, pouco têm para comercializar. Outros mercados foram saqueados e outros estão vazios. O acesso à Itajaí ainda é dificil, o que impossibilita o reabastecimento desses comércios.
Uma boa notícia! Desde o início do dia, não existe mais localidade ilhada. Caminhões e até carros podem chegar em toda a cidade.




Inversão de Valores

7 07 2008

O sistema de segurança pública em nosso país está caótico. E a cada medida anunciada na área da segurança, podemos ver que neste país existe uma inversão de valores.
Devemos observar que um governo se gabando por investir em armamentos e viaturas para a polícia não pode ser considerado sensato. Um administrador público que investe milhões na construção de presídios busca apenas por palanque e votos. Essa política brasileira de combate à violência é, simplesmente, a insistência em um modelo insuficiente. Tentativas frustradas na busca de resultados consistentes.
Para combater a ação do tráfico é necessário que o poder público invista na periferia dos grandes centros urbanos. O verdadeiro combate ao crime não deve ser travado com a força e com armas, mas, sim, com livros e com a educação.
O submundo do crime educa e cria jovens e crianças para a criminalidade. Enquanto o poder público julga como importante as forças de repressão, os narcotraficantes se preocupam com o futuro das crianças! Pasmem! Essa é a realidade das favelas brasileiras. O Estado ausente combate com o paternalismo do poder paralelo fundado pelo narcotráfico.
Por este motivo, a realidade brasileira tende a piorar. Os gastos do Estado com segurança pública irão se multiplicar, enquanto nossos governantes julgarem que projetos de longo prazo, como o a valorização da educação, são “inviáveis”. De fato, a inviabilidade desses projetos é a derrota das urnas eleitorais. E a maior ironia é que um presidiário custa mais caro aos cofres públicos que uma criança na escola.




Mais uma sobre o Fantasma do Neo-Nazismo

3 05 2008

Eu já discuti sobre esse tema aqui no Diário de Hermes (A Alemanha e o Nazi-Fantasma) e venho provar, mais uma vez, que ele existe e não tem nada a ver com Teoria da Conspiração ou coisas parecidas, é realidade.

A foto acima retrata o Dia Mundial do Trabalhador na Alemanha. Dia de protestos e atos neo-nazistas.





As Máquinas de morte de Hitler

4 03 2008

MIRANDA, Celso. Auschwitz, por dentro da fábrica de matar. Super Interessante, São Paulo, set. de 2007. p.62-72 .

As Máquinas de morte de Hitler*

O autor da matéria de capa da Super Interessante de setembro é o jornalista Celso Miranda. Celso trabalhou no Notícias Populares, Folha de São Paulo e Gazeta Mercantil. A matéria ainda tem como designer com renome na internet Raphael Erichsen e na edição o esquerdista e sub-editor da revista Oscas (revista popular patrocinada por sem-tetos) Sérgio Gwercman. Um fato a ressaltar é que a revista do grupo Abril considera os dois como co-autores da matéria, pelo fato da evidência estética e semiótica nas páginas da revista.

“Auschwitz, por dentro da máquina de matar” não aborda simplesmente esse único campo de concentração, apesar de ter sido o maior e, consequentemente, o mais conhecido, mas mostra aos leitores toda a logística nazista para o extermínio em massa. O número mais conhecido é o de 6 milhões de judeus mortos no holocausto, porém o número de mortos em conseqüência da Segunda Guerra Mundial é de 53 milhões de pessoas, envolvendo soldados e civis.

As vítimas dos campos de concentração não eram apenas judeus, e esse é um dos motivos pelos quais os campos de concentração se tornaram campos de extermínio. Ciganos, testemunhas de Jeová, deficientes físicos e mentais, comunistas, prisioneiros de guerra eram mandados para os campos concentração. Com a ofensiva do Reich aos soviéticos, o número de prisioneiros foi se transformando em uma dificuldade, pois antes os campos usados simplesmente para trabalhos forçados.

Com o aumento de prisioneiros de guerra foi-se tornando cada vez mais difícil manter todos os prisioneiros. Então, foi a partir desse imprevisto aumento de prisioneiros que os nazistas decidiram a adotar a política de eliminar aqueles que não serviam para os trabalhos forçados nos campos. Fazia-se, assim, cada vez mais necessário montar uma estratégia que matasse de forma rápida e eficiente. De acordo com Heinrich Himler, o temível capitão da SS e da Gestapo, ao assistir um fuzilamento declarou que era “enorme [o] esforço para fuzilar apenas 100 pessoas”.

A aversão ao extermínio em massa através dos fuzilamentos também foi expressa por Hudolf Hoss, comandante supremo de Auschwitz, em seu diário, escrito na prisão dias antes de ser executado: “Essa história do gás me tranqüilizou. Sempre tive horror das execuções com pelotões de fuzilamento. Fiquei aliviado ao pensar que seríamos poupados daqueles banhos de sangue”. Com todas essas dificuldades, as experiências com Zyklon B (o gás tóxico) foram aprovadas pela cúpula nazista.

Dessa forma deu-se início à campanha de extermínio dos judeus e os demais “impuros” e “inúteis”, o holocausto nazista. No auge da guerra foram mortos, em campos de concentração, 3,6 milhões de pessoas em apenas um ano e dois meses. Em Auschwitz a capacidade máxima de prisioneiros foi 100 mil e diariamente chegavam trens lotados de mais prisioneiros dos frontes de batalha e dos territórios dominados. Durante toda a guerra o maior campo de concentração nazista, que ficava na Polônia, exterminou 1,1 milhão de prisioneiros nazistas.

A matéria vem mostrar que a eficiência no extermínio vai além dos preceitos ideológicos. Toda a logística arquitetada pelos nazistas vem da necessidade de eliminar opositores e prisioneiros que se faziam numerosos em demasia com o decorrer da guerra, em especial com as vitórias e conquistas. Afirma ainda que as câmaras de gás não foram somente um meio de eliminar os ditos “impuros” e “inúteis” que prejudicariam a, suposta, raça ariana, mas também uma máquina de guerra.

O que se deve observar, aliás, o que se questiona até hoje, é que mesmo com a eminente ameaça de guerra com Hitler no comando da Alemanha, a Europa preferiu virar as costas para o discurso Nazista e seu poder de influência no povo alemão. Os países europeus omitiram-se às evidências claras de guerra do regime autoritário, discriminatório e militarizado instaurado em uma Alemanha derrotada e humilhada pela Primeira Guerra Mundial.

Outro ponto a ser discutido (que, de certa forma se relaciona com o primeiro) é o de que durante esse momento nefasto da história, o próprio mundo não tomou conhecimento, ou fez questão de não saber da política de matança de Adolf Hitler pra legitimar o chamado espaço vital (lebensraum).

Um grande exemplo histórico de desconhecimento do que se passava nos territórios anexados ao Reich é o filme de Charles Chaplin, O Grande Ditador (The Great Dictator), onde o gênio americano do humor interpreta Hynkel, uma caricatura do füher alemão. Ao ser questionado sobre as atrocidades de Hitler Chaplin lamenta-se e declara que não teria feito o filme se tivesse conhecimento do que acontecia nos campos de concentração. Outro fato que perpetua até hoje é a ausência, ou quase total esquecimento, dos campos de concentração nos livros didáticos de história. Os livros comentam e evidenciam a ideologia nazi-fascista e até a Segunda Guerra Mundial, mas os campos de concentração passam quase que despercebidos. Assim, em enciclopédias e livros sobre o tema são raros, ao menos aqui no Brasil.

É necessário mostrar, estudar e investigar, ainda hoje, toda a ideologia Nazi-fascista e seus atos, para que jamais na história se repita fatos como esses. Os jovens devem tomar consciência da manipulação que os nazistas fizeram com sua juventude para que saibam os perigos do fanatismo e idolatria, seja a quem for. Assim fala o filósofo Victor Frankl: “Fiquemos alertas desde Auschwitz nós sabemos do que o homem é capaz. Desde Hiroshima nós sabemos o que está em jogo”.

Referências:

BARTOLETTI, Susan C. Juventude Hitlerista. 1. ed. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2006.

SZKLARZ, Eduardo. Nazismo. Super Interessante, São Paulo, jul. de 2005. p.36-45 .
* Resenha apresentada no segundo período de Jornalismo




A Alemanha e o Nazi-fantasma

24 10 2007

Alemanha “terra-natal” do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, o Nazi. País que acolheu o austríaco Adolf Hitler como cidadão e füher. Foco gerador das duas guerras mundiais. Isso é fato histórico e inegável, porém a Alemanha, uma das maiores potencias da atualidade, uma nação civilizada e democrática do Europa, mais de 60 anos depois do fim do Nazismo ainda não sabe conviver com seu passado e com seus erros.

Não é difícil encontrar homens e mulheres que hoje são avós, bisavós, que participaram ativamente, acreditaram, lutaram na guerra pelo Nacional-Socialismo. São cidadãos alemães marcados por um passado nefasto, vítimas de uma grande e bem arquitetada mentira.

Na semana passada, tivemos mais um episódio em que a sociedade alemã prova sua incapacidade em lidar com os assuntos relacionados ao Nazismo. Enquanto participava de um programa de entrevistas da TV alemã, Eva Herman, jornalista, foi educadamente expulsa pela apresentadora Johannes Kerner por usar terminologia nazista.

Durante um famoso programa de entrevistas da ZDF, a jornalista alemã usou argumentações e expressões nazistas e defendeu-se respondendo a outra convidada: “Mas, se utilizamos as rodovias construídas na era Nazista, por que não posso mencionar os valores familiares daquela época?”. Kerner, a apresentadora do programa, não hesitou em pedir para que Herman se retirasse dos estúdios. O programa teve audiência recorde com 2,65 milhões de televisores, somando 18,1% da audiência.

Desde então, os jornais estampam reportagens sobre Herman e seu site na internet é campeão em mensagens de apoio à jornalista. Algumas outras mensagens criticam a jornalista pelo discurso incoerente e a apresentadora por desrespeitar a liberdade de imprensa.

Eva Herman, de 48 anos, é mãe de um menino de 10 e divorciada. Foi âncora de telejornal noturno durante 17 anos (1989-2006), a é grande defensora da família e adversária do feminismo. É autora de dois livros onde aponta o movimento feminista como principal responsável pala baixa taxa de natalidade no país.

Porém, não é a primeira vez em que a jornalista escandaliza a sociedade alemã por julgar positivos alguns pontos de regime do III Reich. Ao lançar seu segundo livro Eva lamentou a perda dos valores da família cultivados na era nazista. Em setembro ela foi demitida por usar terminologia hitlerista. Outra polêmica é que Herman ainda não declarou qual o real motivo de usar esse vocabulário, se por ideologia, ou, simplesmente, para chacoalhar e chocar a sociedade e causar efeito em seu discurso.

Esse fato nos faz questionar a forma com que a sociedade alemã lida com seu passado nazista e com as facções neonazistas, também. É preciso manter vivo na memória para que episódios não se repitam. Dessa forma, podemos questionar as nações que passaram por fortes ditaduras e como lidam com a história, muitas vezes recente. Recordar, pode não ser, viver.








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