Ideologia da Propriedade Intelectual

5 06 2009

Conclusão do artigo do porfessor Túlio Lima Vianna (PUC-MG)

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O monopólio do direito de reprodução das obras intelectuais (copyright) surgiu há séculos como instrumento de censura política em uma simbiose dos monarcas com os detentores dos meios de produção. Com o advento do sistema capitalista, este monopólio passou a ser sustentado até os dias de hoje, sob a ideologia da “propriedade intelectual”, em benefício dos detentores dos meios de produção, e acabou por constituir verdadeira censura econômica.
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O alto valor de livros, CDs, DVDs e de programas de computador é sustentado por uma escassez de obras intelectuais criada artificialmente por um monopólio do direito de cópia concedido pelo Estado aos detentores dos meios de produção. Esta escassez artificial, longe de tutelar os direitos do autor da obra intelectual, beneficia principalmente a “indústria cultural”, em detrimento da classe hipossuficiente da população, que é obrigada a escolher entre o consumo de bens de subsistência e de bens culturais e acaba optando impreterivelmente por aqueles. Desta forma, aumenta-se o fosso cultural existente entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos e, internamente, entre os membros de uma elite econômica e cultural e a massa da população fadada ao trabalho braçal, à miséria e à ignorância.
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Sob a secular ideologia da “propriedade intelectual”, a “indústria cultural” procura desesperadamente justificar a necessidade de uma tutela penal da conduta de “violar direitos de autor”. Uma detida análise do bem jurídico tutelado demonstra, no entanto, a nítida dicotomia entre a justificada tutela penal dos direitos personalíssimos do autor e a inconstitucional criminalização do descumprimento de obrigações civis originadas dos direitos patrimoniais de autor.
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Necessário se faz uma imediata releitura dos artigos 184 do CP e 12 da Lei 9.608/98 pelos Tribunais para que se declare inconstitucional a tutela penal dos direitos patrimoniais de autor, seja pela inobservância do princípio constitucional da taxatividade, seja pela inobservância da vedação constitucional à prisão por dívidas. Entender de forma diversa é consagrar a instrumentalização do Direito Penal como meio de coerção ao pagamento de dívidas civis e de intervenção econômica para a garantia de monopólios privados.
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Quem quiser ler o artigo na íntegra, não só a conclusão, pode clicar aqui e baixar em pdf.




É Volnei no ‘Kibe Loco’

8 09 2008

Hoje, o blog nacionalmente conhecido Kibe Loco, de Antonio Tabet, colocou a campanha eleitoral de Volnei Morastoni na blogsfera humorística. No post OITO PECADOS (PARTE 42 – BARACKMANIA), ele compara a semelhança de uma das propagandas usadas por Barack Obama (Democratas) para a presidência dos EUA com a de Volnei (PT) para a prefeitura de Itajaí.

Semelhança, plagio ou cópia, isso é problema de Duda Mendonça e sua equipe publicitária. Se existirá processo, se existiu crime, isso não tem nada a ver com a figura de Morastoni. Se alguém tem problemas é publicitário mensaleiro e não o prefeito de Itajaí.

Seja como for, prefiro muito mais essa propaganda da música “É Volnei”, do que aquela senhora declamando peoma pra campanha de Jandir Bellini.








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