Em Itajaí, todos são especialistas em regata de vela

23 04 2012

Os barcos da Volvo Ocean Race estiveram em Itajaí durante 17 dias e deixaram na cidade uma legião de especialistas em barcos a vela, competições de regata, volta ao mundo. Fruto de um fenômeno marcante da Sociedade do Espetáculo, em que os jornais transformam as coberturas jornalísticas em verdadeiros shows e apuram os diversos detalhes do fato. A exemplo do julgamento sobre o caso Eloah no qual os espectadores se sentiam verdadeiros peritos em criminalística, os itajaienses são experts em travessia do Cabo Horn, na altura e peso da quilha e do bulbo do barco e além de ter o nome das seis equipes que disputam a Volvo Ocean Race na ponta da língua.

O povo itajaiense está orgulhoso e maravilhado com o espetáculo proporcionado pela regata de volta ao mundo. Shows nacionais, cinema 3D, palestras, simulador de velejamento, limpeza das praias e exposições. Através dos eventos, a Volvo Ocean Race explorou duas grandes áreas: os esportes náuticos e a preocupação ambiental. Em vista disso, a cidade de Itajaí tem a oportunidade de embalar no clima do evento e investir nessas duas linhas. Falo isso para o poder público, mas principalmente para a iniciativa privada. Aliás, este é outro exemplo da Volvo Ocean Race, de que em um evento com planejamento e bons parceiros a o apoio do Estado é apenas uma garantia.

Na cidade de Itajaí, existem dois clubes náuticos – Marcílio e Barroso – que aposentaram suas atividades náuticas e que a partir deste evento grandioso podem buscar apoio para retomarem as atividades. O incentivo de esportes náuticos como a vela, mas não só! O surfe, o triatlo, o remo. Esses esportes promoveriam mais saúde para a população e incentivariam o surgimento de novos esportistas nacionais. Em conformidade com os esportes, a preocupação ambiental. Não somente a limpeza dos oceanos e rios, mas a valorização do Parque da Atalaia e do turismo ecológico. Incluir no currículo escolar dessas crianças itajaienses, que entusiasticamente visitaram a Vila da Regata, a educação ambiental.

Por fim, a vinda da Volvo Ocean Race para Itajaí foi um momento espetacular para esta cidade, mas não pode ser só. Para que o evento marque, verdadeiramente, um novo momento para Itajaí é necessário dar continuidade nessas ações trazidas pela regata e que não fique somente na memória dos habitantes como um evento particular.





Governador na Associação Empresarial de Itajaí

17 11 2009

O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, participou da reunião da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), nesta segunda, para falar do seu modelo de gestão pública. Luiz Henrique apresentou os resultados do governo descentralizado, comparando dados do desenvolvimento econômico e social em Santa Catarina. O pemedebista criticou o modelo tributário brasileiro, que concentra os impostos na esfera federal. Ainda destacou que o município (esfera que recebe a menor fatia de recursos) é o único que cobra um imposto separadamente da produção e comercialização: o IPTU.

Depois do governador, o empresário do ramo da Comunicação Mario José Gonzaga Petrelli fez um breve momento de conversa com os presentes sobre suas lembranças da cidade de Itajaí. Mário Petrelli é dono da Rede Independência de Comunicação (RIC), afiliada da Rede Recrod de Televisão.

As presenças de Luiz Henrique e Petrelli levaram o prefeito Jandir Bellini, o deputado federal João Matos, vários secretários municipais de governo, os vereadores Lamim e Renato Ribas e até a ex-prefeita Eliane Rebello para a reunião. Presidentes de partidos fora do governo como João Armando (PTB) e Felipe Damo (PT), também deram uma passadinha no evento. Nos corredores o assunto era um só: as eleições de 2010, é claro!





Cuecão vermelho, mano! Suplicy e a brincadeira de Sabrina Sato do Panico

21 10 2009

Depois da polêmica de Clodovil Hernandes e Carolina Dieckman com as sandálias da humildade, do sucesso de Zina e seu “Ronaldo!” e outros casos de muita polêmica, a bola da vez do programa Pânico é a cueca vermelha de Eduardo Suplicy. O senador mais simpático e receptivo com os programas de humor de toda a república está em apuros. Suplicy pode ser julgado pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar por desrespeito à casa. Francamente…

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Como se nos últimos meses, o Senado merecesse algum respeito. Sob denúncias, escândalos, xingamentos e impunidade a casa se mantém. A atitude de abrir processo contra Suplicy mostra a falta de compromisso com as questões que realmente interfiram na realidade do povo. Com uma oposição deslocada e impotente contra a popularidade de Lula, restou-lhes o ataque contra figuras emblemáticos do Partido dos Trabalhadores.

É importante destacar, que o senador Eduardo Suplicy tem uma grande história no Senado Federal. Um parlamentar ativo, representante e sempre muito irreverente. Quem não lembra da vez em que declamou a música dos Racionais MCs? (Assista no You Tube) Ou do cartão vermelho para José Sarney? (Veja aqui) Isso sem falar nas diversas participações em programas de humor como o próprio Pânico e o CQC.

Enquanto alguns senadores e a mídia perdem tempo “combatendo” a sátira e o bom humor, grandes questões nacionais ficam condenadas ao segundo plano.





RBS e a Dívida com Santa Catarina

29 09 2009

O último domingo de setembro (27) deste ano foi marcado por muita chuva. No mesmo ritmo, seguiu a segunda-feira na região do Vale do Itajaí. Quase por completar um ano, a enchente volta a ser assunto na cidade de Itajaí. Não é por menos, o trauma é grande e muitos associam as catástrofes de 1983 e 1984 com a enchente do ano passado e as chuvas deste ano. Como grandes profetas da desgraça aparecem os meios de comunicação. Em especial, a RBS com boletins ao vivo durante toda a tarde de hoje.

Logo a RBS que praticamente ignorou, juntamente com a Rede Globo, os primeiros dias da grande tragédia em Santa Catarina, lembram? A Ric/Record e até a Tv Brasil Esperança deram um banho de cobertura nas irmãs Globo e RBS, no ano passado. Enquanto Paulo Henrique Amorim cruzava com a destruição no morro do Baú, Ilhota, Wilian Bonner estava engravatadinho em Blumenau.

Com essa situação, a RBS deixou a mostra seu principal defeito, a centralização na cidade de Blumenau. Record e outras emissoras pequenas deram um banho de jornalismo colaborativo e prestação de serviço à comunidade. Além dos dias de atraso na cobertura, arrecadou uma dívida moral com a comunidade catarinense. A emissora falhou na cobertura do fato mais marcante do todo o ano de 2008.

Agora, em 2009, a cada sinal de um novo desastre a afiliada da Rede Globo sai na frente de todas as outras emissoras para cobrir os desastres. A RBS quer, afinal, pagar sua dívida moral com Santa Catarina e mostrar a todo o país o que acontece no Sul, que também faz parte desse país enorme.





Manifesto Internet: Como o Jornalismo Funciona Hoje

21 09 2009

1. A Internet é diferente.

Ela produz diferentes esferas de público, diferentes termos de troca e diferentes competências culturais. Os media têm de adaptar os seus métodos de trabalho à realidade tecnológica atual, em vez de a ignorarem ou desafiarem. É o seu dever desenvolverem a melhor forma possível de jornalismo, com base na tecnologia disponível. Isto inclui novos produtos e métodos jornalísticos.

2. A Internet é um império dos media tamanho de bolso.

A Internet reorganiza as estruturas dos media já existentes ao transcender os seus limites anteriores e oligopólios. A publicação e disseminação dos conteúdos já não estão ligadas a investimentos avultados. A própria concepção do jornalismo está, felizmente, a ser esvaziada da sua função de guardiã. Tudo o que resta é a qualidade jornalística através da qual o jornalismo em si se distingue da mera publicação.

3. A Internet é a nossa sociedade é a Internet.

As plataformas com base na Web, como as redes sociais, Wikipedia ou o Youtube tornaram-se parte da vida diária para a maioria das pessoas no mundo ocidental. São tão acessíveis como o telefone ou a televisão. Se as empresas de comunicação social querem continuar a existir, têm de perceber a vida e o mundo dos utilizadores de hoje e têm de se render às suas formas de comunicação. Isto inclui formas básicas da comunicação social: ouvir e responder, também conhecido por diálogo.

4. A liberdade da Internet é inviolável.

A arquitetura aberta da Internet constitui a lei básica das Tecnologias da Informação, de uma sociedade que comunica de forma digital e, consequentemente, do jornalismo. Pode não ser alterada em nome da protecção especial de interesses comerciais ou políticos, muitas vezes escondidos sob a falsa pretensão do interesse público. Independentemente da forma como se faz, bloquear o acesso à Internet ameaça a livre circulação de informação e corrompe o nosso direito fundamental a um nível autodeterminado de informação.

5. A Internet é a vitória da informação.

Devido a tecnologia inadequada, as empresas de comunicação social, os centros de investigação, as instituições públicas e outras organizações compilavam e classificavam, até agora, a informação mundial. Hoje, qualquer cidadão pode definir o seu próprio filtro noticioso, enquanto os motores de busca mergulham em tesouros de informação de uma magnitude nunca antes conhecida. Os indivíduos podem agora informar-se melhor do que nunca.

6. A Internet muda melhora o jornalismo.

Através da Internet, o jornalismo pode cumprir o seu papel socioeducativo de uma nova forma. Isto inclui a apresentação de informação como algo em constante mudança, num processo contínuo; o preço da inalterabilidade dos media impressos é um benefício. Aqueles que querem sobreviver neste novo mundo da informação precisam de um novo idealismo, novas ideias jornalísticas e de um sentido de prazer na exploração deste novo potencial.

7. A Internet requer gestão de ligações.

Ligações são conexões. Conhecemo-nos uns aos outros por ligações. Aqueles que não os utilizam excluem-se do discurso social. Isto também é válido para os sítios Web das empresas de comunicação social tradicionais.

8. Ligações recompensam, citações enfeitam.

Os motores de busca e os agregadores facilitam o jornalismo de qualidade: impulsionam a descoberta de conteúdos notáveis a longo prazo e são também parte integrante da nova, interligada esfera pública. As referências através de ligações e citações – incluindo especialmente as que são feitas sem qualquer autorização ou mesmo remuneração da autoria – possibilitam, em primeiro lugar, a própria cultura do discurso social em rede. São merecedores, por todos os meios, de protecção.

9. A Internet é um novo palco para o discurso político.

A Democracia prospera com a participação e a liberdade de informação. Transferir a discussão política dos meios tradicionais para a Internet e alargar este debate, pelo envolvimento da participação ativa do público, é uma das novas tarefas do jornalismo.

10. Hoje, liberdade de imprensa significa liberdade de opinião.

O Art. 5º da Constituição alemã não contempla direitos protetores para profissões ou modelos de negócio tecnicamente tradicionais. A Internet ultrapassa as barreiras tecnológicas entre o amador e o profissional. É por isto que o privilégio da liberdade de imprensa se deve aplicar a todos os que possam contribuir para a concretização das tarefas jornalísticas. Em termos qualitativos, não deve ser feita distinção entre jornalismo pago e não pago, mas sim entre bom e mau jornalismo.

11. Mais é mais – não existe algo como demasiada informação.

Era uma vez, instituições como a Igreja davam prioridade ao poder sobre o conhecimento individual e avisaram que iria surgir um fluxo de informação transbordante quando foi inventada a imprensa. Por outro lado existiam os panfletários, enciclopedistas e jornalistas que provavam como mais informação leva a mais liberdade, ambas para o indivíduo como para a sociedade enquanto um todo. Até aos dias de hoje, nada mudou a este respeito.

12. A Tradição não é um modelo de negócio.

Pode-se ganhar dinheiro na Internet com conteúdos jornalísticos. Já existem muitos exemplos destes, hoje. Mas, porque a Internet é selvaticamente competitiva, os modelos de negócio têm de ser adaptados à estrutura da Net. Ninguém deve tentar esquivar-se desta adaptação essencial através da criação de políticas para preservar o status quo. O jornalismo precisa de concorrência livre para as melhores soluções de refinanciamento na Internet, a par de coragem para investir numa implementação multifacetada destas soluções.

13. Os direitos de autor tornam-se um dever cívico na Internet.

Os direitos de autor são o fundamento da organização da informação na Internet. Os direitos do autor sobre o tipo e espectro de disseminação dos conteúdos são também válidos para a Net. Ao mesmo tempo, os direitos de autor não podem ser utilizados de forma abusiva enquanto alavanca para salvaguardar mecanismos de distribuição obsoletos e para excluir novos modelos de distribuição ou esquemas de licenciamento. A propriedade implica obrigações.

14. A Internet tem muitas moedas.

Os serviços jornalísticos online financiados através de publicidade oferecem conteúdo em troca de um efeito de atenção. O tempo de um leitor, telespectador ou ouvinte é valioso. Na indústria do jornalismo esta correlação foi sempre um dos princípios fundamentais do financiamento. Outras formas de refinanciar, jornalisticamente justificáveis, têm de ser criadas e testadas.

15. O que está na Net fica na Net.

A Internet está a elevar o jornalismo para um novo nível qualitativo. Online, texto, som e imagens não têm mais de ser temporários. Permanecem acessíveis, ao mesmo tempo que constroem um arquivo da história contemporânea. O jornalismo tem de ter em conta o desenvolvimento da informação, a sua interpretação e os seus erros, isto é, tem de admitir os seus erros e corrigi-los de forma transparente.

16. A qualidade permanece a mais importante das qualidades.

A Internet exibe grandes quantidades de conteúdos homogêneos. Só aqueles que se destacam, que são credíveis e excepcionais, vão ganhar seguidores constantes a longo prazo. As exigências dos utilizadores aumentaram. O jornalismo tem de as satisfazer e continuar a seguir os seus próprios princípios frequentemente formulados.

17. Tudo para todos.

A Internet constitui uma infraestrutura para uma mudança social, superior à dos meios de comunicação de massa do Séc.XX: Quando tem uma dúvida, a “geração Wikipedia” é capaz de dar valor à credibilidade de uma fonte, é capaz de seguir a notícia até à sua fonte original, pesquisá-la, verificá-la e avaliá-la – sozinha ou como parte de um esforço conjunto. Os jornalistas que ignoram isto e que não querem respeitar estas competências não são levados a sério por estes utilizadores da Internet. E com razão. A Internet possibilita a comunicação direta com aqueles que eram conhecidos como receptores – leitores, ouvintes e espectadores – e permite tirar partido dos seus conhecimentos. Não são os jornalistas que sabem tudo que são procurados, mas sim aqueles que comunicam e investigam.

Versão original retirada deste link.





Luis Nassif fala da Revolução provocada pela Internet

18 09 2009

No palco do Teatro Adelaide Konder, o jornalista Luis Nassif apresentou a revolução contra os grandes meios de comunicação puxada pela internet e a blogosfera. ”Com a internet você tem uma virada completa. Ficou fácil entrar e competir com os jornais, se você sabe fazer jornalismo”. A palestra da noite de hoje, faz parte da Semana da Comunicação na Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Nassif iniciou discorrendo sobre o papel dos grandes meios de comunicação, como verdadeiros mediadores entre os três poderes e a sociedade. “Esse modelo jornalístico criou o triângulo de poder em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. (…) a opinião pública se concentra em 3 ou 4 veículos (…) isso limita a discussão aprofundada”. Para o jornalista, os blogs jornalísticos estão transformando essa concentração midiática em fumaça.

Como vencedor do prêmio Ibest de melhor blog de Política, Luis Nassif não deixou de falar sobre o assunto. O blogueiro desferiu críticas à política brasileira, movida por interesses individuais: ”No Brasil, nós não temos partidos políticos, temos aglomerados”. E sobre a primeira eleição brasileira na internet 2.0, Nassif foi enfático e declarou que “essa próxima campanha vai ser uma guerra, vem uma guerra suja”.

Surpreendentemente, o palestrante Luis Nassif, formado em Jornalismo pela ECA-USP, também declarou: “Nunca gostei de cursar Jornalismo, cursei pela obrigatoriedade do diploma”; e mais: “o curso não serviu para nada, aprendi muito mais em 6 meses no jornal”. Mesmo assim, Nassif declarou ser importante os cursos de comunicação hoje e que eles serão ainda mais importantes se adequarem os estudos para as possibilidades da inernet.





Luis Henrique Amaral na Semana da Comuncação

15 09 2009

“A internet é o lugar perfeito para você reclamar”, assim conceituou Luis Henrique Amaral na palestra de abertura da Semana da Comunicação da Univali, no Teatro Adelaide Konder. O Impacto da Web 2.0 no Meio Corporativo e no Governo foi o tema tratado através de vários exemplos pelo jornalista e sócio da Agência Máquina Comunicação Corporativa Integrada, nesta segunda-feira.

Luis Henrique Amaral mostrou dados de diversas pesquisas e desenhou um cenário em crescente vantagem para a internet. Ainda mais, que, segundo Amaral, ”o Brasil é um fenômeno em termos de internet” com participação massiva dos internautas em redes sociais. Luis Henrique apontou que 72% dos internautas pesquisam sobre a credibilidade da marca na internet e que 52% deles publica suas frustrações e problemas com empresas em redes sociais. Alertou sobre os perigos de perda de controle e vulnerabilidade da marca, mas mesmo assim frisou a imprescindível importância da presença das empresas no relacionamento na internet.

Aos estudantes da Univali, das quatro habilitações (Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Fotografia e Relações Públicas), Amaral alertou: “o novo profissional de comunicação tem que transitar em todas as áreas”. Por fim, mostrou casos de empresas que souberam utilizar de forma eficiente as possibilidades da web 2.0 e, também, aquelas que saíram perdendo no relacionamento com o consumidor.





Precisamos bater na mesma tecla

6 08 2009

A cada desdobramento infeliz na reconstrução do Porto de Itajaí, a grande mídia catarinense dá espaço ao caso e cobra do poder público federal. A situação já era crítica no início deste ano e toda vez que algum problema aparece ela se agrava. Queda na arrecadação, despencam as exportações e cresce o desemprego. Ainda assim, continuamos sem solução para o porto.

Além da união entre políticos, empresários, trabalhadores e órgãos classistas, penso que se faz necessário a união dos grandes meios de comunicação do estado de Santa Catarina. Os media devem se unir em favor da população catarinense e exercer o tão propalado poder midiático. Cientificamente, se estuda esse poder através da Hipótese Agenda Seting.

Segundo o pesquisador Antonio Hohlfeldt, no artigo Hipóteses contemporâneas de pesquisa em comunicação“Os meios de comunicação influenciam sobre o receptor não a curto prazo, (…) mas sim a médio e longo prazos”, além disso “os meios de comunicação embora não sejam capazes de impor o quê pensar em relação a determinado tema”, mas são capazes de “influenciar sobre o quê pensar e falar” sobre determinado tema.

Portanto, podemos concluir, que o esforço entre os meios de comunicação é para influenciar não só o eleitor, mas os eleitos. Afinal, todos estamos expostos as informações mediadas pelos jornais/revistas/tv/rádio/internet e afins. Os medias tem todo o direito de exercer o seu poder e, neste caso, tem o dever de pautar as decisões políticas. Assim aconteceu com o impeachment de Fernando Collor, com a aprovação do Estatuto do Idoso, a velocidade no julgamento do pai da menina Isabela Nardoni.

Bater na mesma tecla, continuar a insistir nesse assunto. Fazer o descaso político e as dificuldades das pessoas virarem notícia. Prestação de serviço e alerta sobre a realidade itajaiense. Assim, os meios de comunicação poderiam contribuir com a discussão de propostas e aceleramento nas obras do Porto de Itajaí.

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Por fim, também apelo a todos os blogueiros e políticos desta cidade (sejam amarelos, vermelhos, verdes, azuis, ou até rosados) que se unam em favor do porto. Que se unam em favor da população e não do nome de determinado político. Ninguém mais deve estar pensando no seu umbigo. Se ainda está, tome consciência da atitude egoísta e hipócrita. Afinal, fazer o melhor para os outros pensando em si mesmo é egoísmo. E jogar o sofrimento do povo contra seus adversários é hipocrisia.





O voto para acabar com a crise no Senado

16 07 2009

Sou mais um a comentar sobre a crise do Senado, fato. E o que mais revolta em tudo isso é que enquanto falamos, protestamos, condenamos, mais indiferentes parecem estar nossos senadores.

Não quero comentar sobre José Sarney, nem falar sobre Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que prova que senador no Brasil não tem mesmo o que fazer. Quero apenas trazer algumas questões sobre a necessidade de se manter as duas casas do congresso brasileiro e, principalmente, defender o sistema de República Presidencialista contra o sistema de governo Parlamentarista.

A cada crise os radicalistas se exaltam e voltam a gritar pelo fechamento do Senado. Nada mais desagradável e anti-republicano do que ouvir essas falsas rebeldias. Muitos que agora lêem este texto podem confirmar a experiência nefasta da Ditadura em ter o Congresso Brasileiro fechado. Por mais indignos que os parlamentares – senadores e deputados federais – sejam, o Brasil ganha muito mais com o funcionamento do Senado e da Câmara, do que com sua extinção. Este, definitivamente, não é o caminho para uma política mais justa e séria.

Por outro lado, também não defendo o sistema governamental Parlamentarista. [Para saber sobre Parlamentarismo clique aqui.]  Sou contra, pelo menos por enquanto. A democracia no Estado brasileiro ainda não está preparada para este sistema. Pensem vocês do quanto os nossos parlamentares seriam capazes se o poder governamental estivesse sob o seu comando. O eleitor brasileiro está mais consciente, mas ainda não estamos preparados para escolhermos homens sérios do Parlamentarismo.

A solução para a crise no Senado? O voto! A mesma solução para os dissabores na Câmara. A mídia vem escancarando as ilegalidades e aos poucos o processo se torna mais transparente. O eleitor deve votar sem medo e escolher verdadeiros representantes. Aí sim, poderemos pensar em uma reforma eleitoral e, talvez, uma reforma política.





Maquiavel Acima de Qualquer Ideologia

13 07 2009

Depois de me satisfazer com a leitura da análise de estrutura e conjuntura A Lógica do Eleitor – Reflexão sobre o processo eleitoral de 2008 no município de Itajaí, o autor Magru Floriano, me emprestou mais um de seus livros. O Príncipe em Itajhay é uma obra de filosofia política, adaptação do clássico O Príncipe de Maquiavel para a realidade de Itajaí. Este segundo livro, escrito em português antigo, me exigiu algumas releituras sobre Maquiavel.

Depois de ler algumas análises sobre Maquiavel e terminar a leitura do Capítulo I de O Príncipe em Itajhay, não tenho dúvida sobre as contribuições do filósofo italiano para a política. Por isso, quero colocar uma jogada aqui no Diário de Hermes. Começo pela citação de Maquiavel contido no Capítulo IIIAs Monarquias Mistas - de O Príncipe. A tradução é de Pietro Nassetti.

“Os homens mudam de governantes com grande facilidade, esperando sempre uma melhoria. Essa esperança os leva a se levantar em armas contra os atuais. E isto é um engano, pois a experiência demonstra mais tarde que a mudança foi para pior.”

Na citação maquiaveliana existem dois sujeitos: o atual governante (A) e o novo governante (B). Para Maquiavel, os homens insatisfeitos derrubam os atuais governantes (A) e esse novo governo, essa mudança, vem sempre para o pior (B).

Para concluir que Maquiavel está muito acima de toda e qualquer ideologia, vou adivinhar as conclusões de cada leitor. Para os que se dizem de esquerda, apoiadores do “Governo Popular”, ou vermelhos, a conclusão é a seguinte: O governante atual que é derrubado pela insatisfação popular é Volnei Morastoni (A) e a experiência de mudança que será comprovadamente pior é Jandir Bellini (B). Já para os que se dizem de direita, apoiadores do “Governo Democrático”, ou amarelos, a conclusão é inversa: a mudança frustrante já existiu, o governo de Volnei Morastoni (B), e agora a volta de Jandir Bellini (A) comprova a escolha equivocada do povo, mas que agora voltou atrás.








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