Depois de me satisfazer com a leitura da análise de estrutura e conjuntura A Lógica do Eleitor – Reflexão sobre o processo eleitoral de 2008 no município de Itajaí, o autor Magru Floriano, me emprestou mais um de seus livros. O Príncipe em Itajhay é uma obra de filosofia política, adaptação do clássico O Príncipe de Maquiavel para a realidade de Itajaí. Este segundo livro, escrito em português antigo, me exigiu algumas releituras sobre Maquiavel.
Depois de ler algumas análises sobre Maquiavel e terminar a leitura do Capítulo I de O Príncipe em Itajhay, não tenho dúvida sobre as contribuições do filósofo italiano para a política. Por isso, quero colocar uma jogada aqui no Diário de Hermes. Começo pela citação de Maquiavel contido no Capítulo III – As Monarquias Mistas - de O Príncipe. A tradução é de Pietro Nassetti.
“Os homens mudam de governantes com grande facilidade, esperando sempre uma melhoria. Essa esperança os leva a se levantar em armas contra os atuais. E isto é um engano, pois a experiência demonstra mais tarde que a mudança foi para pior.”
Na citação maquiaveliana existem dois sujeitos: o atual governante (A) e o novo governante (B). Para Maquiavel, os homens insatisfeitos derrubam os atuais governantes (A) e esse novo governo, essa mudança, vem sempre para o pior (B).
Para concluir que Maquiavel está muito acima de toda e qualquer ideologia, vou adivinhar as conclusões de cada leitor. Para os que se dizem de esquerda, apoiadores do “Governo Popular”, ou vermelhos, a conclusão é a seguinte: O governante atual que é derrubado pela insatisfação popular é Volnei Morastoni (A) e a experiência de mudança que será comprovadamente pior é Jandir Bellini (B). Já para os que se dizem de direita, apoiadores do “Governo Democrático”, ou amarelos, a conclusão é inversa: a mudança frustrante já existiu, o governo de Volnei Morastoni (B), e agora a volta de Jandir Bellini (A) comprova a escolha equivocada do povo, mas que agora voltou atrás.
Andaram Falando