Se eu fosse um padre

18 07 2009

Compartilho com os leitores deste blog um trabalho fotográfico desenvolvido pela turma de Fotojornalismo II da Univali, sob a orientação do professor Robson Souza. Um livro de Fotojornalismo temático nas poesias de Mário Quintana. Os versos dos quais guiei meu trabalho são da poesia Se eu fosse um padre e as fotos são das igrejas do Santíssimo Sacramento e Imaculada Conceição em Itajaí. No próximo semestre, o livro será impresso e cada acadêmico terá um exemplar.

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Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições…
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
…e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

Poesia de Mario Quintana
Fotografia de Thiago Amorim Caminada

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Mestre Machado de Assis

2 06 2009
Exercer a crítica, afigura-se a alguns que é uma fácil tarefa, como a outros parece igualmente fácil a tarefa do legislador; mas, para a representação literária, como para a representação política, é preciso ter alguma coisa mais que um simples desejo de falar à multidão. Infelizmente é a opinião contrária que domina, e a crítica, desamparada pelos esclarecidos, é exercida pelos incompetentes. (…)Estabelecei a crítica, mas a crítica fecunda, e não a estéril, que nos aborrece e nos mata, que não reflete nem discute, que abate por capricho ou levanta por vaidade; estabelecei a crítica pensadora, sincera, perseverante, elevada, — será esse o meio de reerguer os ânimos, promover os estímulos, guiar os estreantes, corrigir os alentos feitos; condenai o ódio, a camaradagem e a indiferença, — essas três chagas da crítica de hoje, — ponde em lugar deles, a sinceridade, a solicitude e a justiça (…). Crítica é análise, — a crítica que não analisa é a mais cômoda, mas não pode pretender a ser fecunda. (…) Não compreendo o crítico sem consciência. A ciência e a consciência, eis as duas condições principais para exercer a crítica. (…) Ela deve ser sincera, sob pena de ser nula. Não lhe é dado defender nem os seus interesses pessoais, nem os alheios, mas somente a sua convicção, e a sua convicção, deve formar-se tão pura e tão alta, que não sofra a ação das circunstâncias externas. (…) Sem uma coerência perfeita, as suas sentenças perdem todo o vislumbre de autoridade, e abatendo-se à condição de ventoinha, movida ao sopro de todos os interesses e de todos os caprichos, o crítico fica sendo unicamente o oráculo dos seus inconscientes aduladores.

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O Ideal do Crítico




Educação Nota Zero

26 05 2009
Nunca votei no Lula. Quando eu achava que ele merecia meu voto, não podia votar. Quando eu tinha todo o direito de votar nele, acabei não votando. A culpa, se é que existe culpa nisso, é toda de Cristovam Buarque, não votei no Lula por causa deste grande homem. Votei na Educação! Passados quase 3 anos daquela eleição, querem me convencer de que José Serra é a melhor opção para o Brasil. Será que posso votar no governador de São Paulo para presidente do país que clama por desenvolvimento através da educação?
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Março deste ano, as primeiras semanas de aula nas escolas estaduais de São Paulo. A professora de Geografia entra na sala de aula, aquieta os alunos de sexta série e pede para que eles abram seus livro e observem o mapa da América do Sul. Mas algo está errado nesta cena. Não é a professora, nem os alunos. O livro didático distribuído pela Secretaria Estadual de São Paulo é o erro. No mapa da América do Sul: dois Paraguais (nem um deles no seu devido lugar), um Uruguai no território paraguaio e a ausência do Equador na ilustração.
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Dois meses depois do engano, algo saliente é encontrado em livros que seriam distribuídos para alunos da terceira série primária. O livro Dez na área um na banheira e ninguém no gol contém 11 histórias com palavrões, ilustrações de mulheres semi-nuas, referências a facções criminosas e termos impróprios para crianças de nove anos de idade (clique nas imagens para visualizar melhor).
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Nada contra a administração PSDB, pelo contrário! Quando vi as manchetes nos jornais, logo pensei no ex-secretário estadual da Educação e vereador da cidade de São Paulo, Gabriel Chalita. Chalita é um dos nomes mais competentes e responsáveis da política brasileira, prova disso foi o resultado das urnas em outubro do ano passado, quando foi o mais votado em 2008. Ser um bom governante é mais do que nunca saber escolher seus ministros, secretários, assessores, já dizia Nicolau Maquiavel. Serra foi um ministro da Saúde, mas está falhando na área mais crítica deste país: a Educação.




A Escolha do Primeiro Escalão

23 10 2008
Nicolau Maquiavel (1469 – 1527)ensina como um príncipe deve escolher seus ministros, como os prefeitos eleitos podem compor seu secretariado sem cometer erros. Muitos estão comentando quem serão os homens e mnulheres que irão compor o primeiro escalão, mas ninguém comenta sobre quais seriam o requisitos para a escolha desses nomes. Em O Príncipe (cap. XXII – Os ministros dos príncipes)é apresentada uma única qualidade:
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A escolha dos ministros por parte de um príncipe não é coisa de pouca importância: os ministros serão bons ou maus, de acordo com a prudência que o príncipe demonstrar. A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência é dada pelos homens que o cercam. Quando estes são eficientes e fiéis, pode-se sempre considerar o príncipe sábio, pois foi capaz de reconhecer a capacidade e de manter fidelidade. Mas quando a situação é oposta pode-se sempre fazer dele mau juízo, porque seu primeiro erro terá sido cometido ao escolher os assessores. (…) Há um método que nunca falha para que ele possa conhecer um ministro. Se o ministro preocupa-se consigo mesmo mais do que com o príncipe, e busca em todas as ações o próprio interesse, nunca será um bom ministro, e não deve merecer confiança. Quem tem em suas ações um Estado não deve pensar em si próprio, mas no monarca, não devendo se importar com coisas que não digam respeito a este.
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Só para não deixar de comentar: acredito que o prefeito Volnei Morastoni não soube aproveitar os conhecimentos de Maquiavel. Assim como Lula errou no primeiro mandato, mas teve tempo de corrigir.




Entrevista: Dona Nina, a Vida em Rimas – Parte Exclusiva

11 05 2008

Diário de Hermes publica a segunda parte, e exclusiva, da entrevista com a Vovó Nina. Como prometido na publicação anterior (Entrevista – Parte 1). A entrevista é de Juliano Roberto Flor e Thiago Amorim Caminada e as fotos, também, de Juliano R. Flor.

Diário de Hermes – A senhora escreveu um livro sobre a sua família, sobre a sua vida. Como nasceu essa idéia de escrevê-lo?
Vó Nina - A gente começou lá no Rio, eu e o Luiz Carlos (filho), começamos a procurar os parentes. A primeira coisa que nós fizemos foi ir na embaixada italiana e pegamos o catálogo telefônico da Normandia, lá na Itália, a capital Milão, e aí pegamos os endereços telefônicos dos Ardigós. E começamos a escrever, passar e-mail, e começou a vir resposta. E começamos a procurar por aqui também. Então teve pesquisa no Brasil e na Itália…. E em mais lugares, porque tem parentes que moram na Argentina, parentes que moram nos EUA.

DH – O seu livro, “As Três Idades”, o título faz uma referência as fases da vida e, também, pelo fato do livro ter sido escrito na terceira idade. E para cada idade qual seria o fato mais marcante, o fato mais importante de cada idade?
VN -
[Pensativa] Quando eu terminei o quarto ano, eu queria ser professora, queria estudar e ser professora e a gente não tinha condição. Meu pai morreu quando eu tinha 10 anos.Quando terminei quarto ano meu pai faleceu, e aí o Constantino (irmão) quis que a gente fosse morar na casa dele pra mim ajudar a cuidar das crianças e eu não pude estudar. Mas eu queria ser professora, até que minha segunda poesia fala sobre isso, que eu queria aprender pra depois ensinar. Isso seria a primeira idade, já na segunda o que mais marcou? Na segunda idade? Foi tanta coisa que aconteceu. [pensando] eu, assim, sofri muito quando a minha mãe morreu, aí eu tinha 16 anos. Foi uma fase muito difícil, ela deixou muita falta. Depois, depois de 20 anos toda moça é casar, né? Depois os filhos… Ah! eu fui cabeleireira com 18 anos! Depois eu abri um salão pra mim, antes de casar e trabalhei a vida toda, até ficar velha. Trabalhei até quase 70 anos. E da terceira idade? O mais importante? Depois que eu fiquei velha o meu sonho era fazer o livro, né? E aí consegui realizar o meu sonho com 76 anos, fazer o livro.

DH – A senhora, na infância, teve contato com alguns poetas?
VN -
Não, não na infância, não. Foi depois, mais tarde, é que eu comecei, tudo que era poesia que eu lia eu copiava, eu gostava de copiar. E hoje, existem alguns autores preferidos? É, eu gosto do Pablo Neruda. Já li alguns livros dele, ele é chileno. Depois Mário Quintana. E de Camões, até tenho um livro de Camões. E tenho um livro que tem as 100 melhores do ano de 2002 ou 2003. Daí essas poesias eu leio de vez em quando. São as 100 melhores poesias daquele ano, tem de vários autores brasileiros.

DH – O contato maior com a literatura foi acontecer no Rio de janeiro?
VN - É. Foi agora mais tarde, depois do ano 2000. No ano 2000 que eu comecei a ir pro Rio e fiquei mais entusiasmada e com qualquer coisinha eu fiz uma poesia. Quando eu viajei a segunda a vez, a aeromoça disse pra quem estava do lado esquerdo olhar para ver a paisagem como era a paisagem, como era bonita a paisagem. Aí eu olhei, eu estava do lado esquerdo, e olhei. Aí depois quando o avião entrou nas nuvens eu escrevi: “foi vendo as coisa que vi os rios se encontrando com o mar foi aqui pertinho do céu que eu tive mais fé ao rezar”e depois tem mais um pedaço, mas este eu fiz no avião.

DH – O seu livro tem como subtítulo “Tradição, Família e Poesia”, qual a relação dessas palavras na sua vida?
VN - Eu sempre fui muito apegada com a família e tive a oportunidade de fazer o livro e as poesias que dão um sentido na vida da gente, por exemplo, agora eu moro sozinha, então a poesia é una coisa que me distrai.





Entrevita: Dona Nina, A Vida em Rimas – Parte 1

10 05 2008

Antonieta Ardigó Formonte, a vó Nina, é aposentada, tem 81 anos e em plena terceira idade, aos 76, concretizou um grande sonho, seu livro. A obra As Três Idades: Tradição, Família e Poesia, reúne relatos da vida da autora, uma árvore genealógica da família Ardigó – fruto de muito trabalho e extensa pesquisa – e, claro, suas poesias. A itajaiense que morou grande parte da vida em Brusque e nos últimos anos esteve várias vezes no Rio de Janeiro para a produção de seu livro concedeu entrevista aos blogs Diário de Hermes e Visão Extra, em sua residência, uma quitinete na Rua Silva, cidade de Itajaí. Dona Nina, que estudou até a quarta série primária, contou aos acadêmicos de jornalismo, Juliano Roberto Flor (entrevistador e repórter fotográfico) e Thiago Amorim Caminada (entrevistador), sobre as dificuldades que enfrentou para a produção de sua obra. Muito falante e disposta a vovó de 3 netos lembrou de suas primeiras poesias, escritas na infância, e da maneira como produz e vive suas poesias. Leia a segunda parte da entrevista aqui.


Diário de Hermes - Quando nasceu a idéia do livro de poesias?
Vó Nina - Ali pelo ano 2000, mas eu não queria fazer só de poesias, porque eu não tinha muitas naquela época ainda. Tinham poucas. Porque meu livro bom à enchente levou. Enchentes em Porto Belo? Não, não. Em Brusque. Em que ano? Tiveram 9 enchentes, mas a maior foi em 1961.

DH - Como surgiu o gosto e a habilidade de escrever poesias?
VN -
Desde pequena. Eu tenho uma poesia que eu fiz com 8 anos. A poesia mais antiga é a primeira e a segunda. Uma com oito e a outra com 10. Mas essas não saíram no livro porque eu não lembrava mais, elas foram perdidas, depois com o tempo eu fui pensando e fiz elas outra vez. A minha professora, quando tinha oito anos, me ensinou a fazer rimar. Ela leu um para nós, a dona Terezinha Praum, e aí ela falou em rima e eu curiosa perguntei “o que é rima?”. Daí ela fez uma rima, depois ensinou mais. E eu fiz em casa. Assim ó? “Eu vi uma rosa sorrindo lá no jardim/ vi também sorrindo para mim/ por que as rosas precisam chorar e sorrir assim?” Essa é a primeira que eu fiz. Porque eu gostava muito de rosas, eu achava que a rosa quando tava chovendo que ela chorava, pingava água, ela chorava, e quando tinha sol ela tava sorrindo.

DH - Dentro de tudo que envolveu a produção e pesquisa do livro. Qual foi a maior dificuldade?
VN - Do livro… Foi reunir os documentos dos parentes que é tudo distante. A busca pelos documentos foi a parte mais difícil. A Sia ajudou, outra sobrinha ajudou, outro sobrinho ajudou. Assim, porque eu estava lá no Rio de Janeiro e a gente ligava para eles procurarem. Porque é uma coisa que não dá pra fazer tudo de uma vez. Precisava fazer uma vez de uma família, outra vez da outra, porque a rama do meu pai tem 270 pessoas. Então são muitos, são dez filhos, eram 14, mas criaram dez. Esses dez tem bastante filhos, bastantes netos, são 270 pessoas. E daí a dificuldade de reunir os documentos, fotos. Porque tem um painel com as fotos de todos, que acompanha o livro.

DH - Quando vieram as primeiras poesias elas eram baseadas na vivencia. Quando foi para o Rio de Janeiro a maior parte de suas poesias nasceram lá e após a viagem. Qual a inspiração, a motivação que essa viagem lhe deu?
VN - No avião eu fiz poesias. Aí eu sentava na praça Paris, que ficava na frente da casa do Luiz Carlos (filho), eu fazia. Ou quando a gente foi na Barra, na primeira vez, fiz uma também. Fiz poesia sobre o Rio, sobre o Cristo Redentor, o Teatro Municipal, a Igreja da Candelária. A beleza do Rio, então, foi a inspiração? É, um pouco sim. E o outro pouco? [Risos] Aparece assim, ó. Aconteceu uma vez uma coisa assim: a Cassilda (sobrinha) estava doente, foi lá em casa, foi se queixar pra mim. Queria que eu rezasse, pra pedir uma ajuda pra ela melhorar. Então ela pediu pra mim fazer, uma oração e ela disse assim: “eu acho que eles estão me enganando, eu queria que eles dissessem a verdade pra mim, eu queria, assim, a verdade transparente”. E aí a Cassilda foi embora e eu fiquei com aquilo, “verdade transparente”. No outro dia eu fiz uma poesia. Com a “verdade transparente”. A poesia é “Amor Fraterno”. Quer que diga ela? Sim! É assim: “A dor e vento/ levando tormento/ naquele momento da decepção/ O mar e tempo/ que eu sempre contemplo/ com meu pensamento/ com bondade e razão/ Transmito para os outros/ dentro dos meus limites/ a verdade transparente/ que aparece de repente/ por amor a esta gente/ que sofre profundamente/ neste mundo sem ilusão/ Que vive a procura do amor fraterno,/ da paz, do eterno,/ da luz que brilha no horizonte,/ da água que brota da fonte,/ da felicidade, em achar a verdade,/ que vê pela frente/ a brisa que passa/ e o fogo da graça/ levando a fumaça/ que aquece o coração da gente”. Daquelas duas palavras eu fiz essa poesia aí.

DH - Qual a maior contribuição da poesia na sua vida?
VN - Ela me deixa alegre, me deixa feliz, a gente as vezes está sozinha e pensa diversas coisas e eu estando fazendo poesia eu não preciso pensar, por que aquelas horas passam sem eu pensar em coisas tristes. Na saudade. De quem a senhora tem mais saudades? Do Luiz. Meu marido. [Um leve sorriso] Tenho do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos, todos foram bons, mas mais é do meu marido. E escreve muitas poesias pra ele? Sim, já escrevi. Fiz uma poesia um mês depois que ele tinha falecido: “Todos os vasos precisam de flores/ como todos os corações precisam de amores/ mas o meu está vazio desde que partiu/ tivemos momentos lindos/ nosso natais iluminados/ mas também houveram dias difíceis/ que ficaram lá no passado” Tem um pedacinho que agora não lembro. Sabe porque? Nós tínhamos um pé de rosa amarela, que ele me deu de presente, um pezinho com uma rosa. Aí eu plantei em um vasinho. E essa rosa era muito falada, nós dois colocávamos a rosa no sol, tirávamos a rosa do sol, botávamos na sombra, botava de noite na rua e na semana em que ele faleceu tinha uma rosa aberta. E quando aquelas pétalas da rosa amarela caíram eu guardei em um saquinho. [Saiu sem explicar, deixando-nos na sala. Voltou do quarto com o saquinho com pétalas das flores] Aqui está o raminho de flor aquele apanhou no último dia. Ele faleceu a noite e de manhã ele foi cidade, no INPS, buscar gaze esterilizada, na volta sentou no jardim, encontrou um amigo, eles conversaram e ele apanhou este galinho de flor e me deu. Aí botei no vasinho, botei debaixo do pinheiro, isso era 2 de janeiro. Aí ficou lá depois de 2 ou 3 dias que ele tinha falecido, eu fui tirar o pinheiro e achei a florzinha. Aí eu sequei, só que agora não parece mais, está 13 anos aqui dentro.

DH - Existe um sonho que ainda não foi realizado pela senhora?
VN - O meu sonho era ir lá Itália, mas não deu. Quando eu comecei a planeja pra fazer o passeio já era muito tarde. Não tenho mais condições de viajar. Nem para o Rio eu tenho mais vontade de ir. Fui oito vezes sozinha para o Rio. . Porque a Itália? A Itália é onde nasceu meus pais e meus avós. A gente falava muito na Itália e eu tinha vontade de conhecer. Eu sei diversas coisas sobre a Itália. Tem várias dessas coisas no livro.

Amanhã, Diário de Hermes irá publicar a segunda parte, com exclusividade, da entrevista com a Vovó Nina.








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