Lendo o post do Blog do Magru, Esboço de uma análise do cenário político de Itajaí, concluí ser útil trazer algumas idéias que vinha discutindo com meu grande amigo Juliano Roberto. O assunto era as eleições municipais de 2012 e o suposto sucessor de Jandir Bellini. Já que, em tese, o atual prefeito não teria interesse e nem fôlego para mais um mandato.
A primeira parte da conversa foi na definição dos candidatos representantes dos dois grupos que disputaram a eleição em 2008. No eixo amarelo, direitista, encabeçado pelos partidos PP e DEM o nome mais audível é o da vice-prefeita Dalva Rhenius. O problema é que Dalva não vem se destacando em seu trabalho na Secretaria de Saúde e sofre de leve rejeição interna. Pode-se, então, apresentar outros dois nomes: Guto Dalçoquio e Luiz Carlos Pissetti. Guto foi descartado, até porque desde a disputa como vice ao lado de Macagnan, o empresário se distanciou do cenário político. Sobra, portando, o presidente da Câmara de Vereadores Pissetti. O democrata tem boa retórica, grande conhecimento e disposição para a disputa.
No lado vermelho, esquerdista, do Partido dos Trabalhadores o nome forte é do ex-prefeito Volnei Morastoni. Para que sua candidatura se torne viável, Volnei precisa de uma votação expressiva para deputado estadual. Caso Morastoni seja rejeitado pelas urnas, o segundo nome é do vereador Níkolas Reis. Níkolas é jovem, guerreiro e provou que é bom de voto. Talvez o esmerado vereador seria uma nova esperança para voltar a brilhar a estrela vermelha na cidade de Itajaí.
As duas candidaturas, não importando o nome principal da chapa, se digladiariam tanto, ou até mais, que em 2008. A briga seria feia: porrada daqui e de lá. Além disso, deve-se levar em conta a imagem desgastada pelos anos de governo das duas candidaturas. Abre-se, então, um espaço para um terceira via competente. Assim como aconteceu com Décio Lima na campanha de 1996 em Blumenau. O petista era o azarão e levou a disputa por culpa dos dois principais candidatos que praticaram um suicídio eleitoral.
Nomes para essa candidatura não faltam em Itajaí. O PPS tem Nelinho, o PV tem João Martins, o PDT tem Marcelo Sodré e agora tem também o nome de José Roberto Provesi. Terceira via de arrebentar seria mesmo uma coligação entre PDT/PPS/PV e quem sabe até o jovem comitê do PTB para reforçar. Uma aliança fortíssima, com grandes condições de desbancar Dalva, Pissetti, Guto, Volnei e Níkolas (não juntos, claro!). Nelinho é respeitado e reconhecido por todos os itajaienses de cultura política. João Martins é um militante aguerrido e voraz. Marcelo Sodré tem grande destreza na articulação política. E José Roberto Provesi tem larga experiência em administração, afinal comandou a maior universidade do estado.
Por isso, como blogueiro analítico e não provocador, nem fofoqueiro, só tenho argumentos para reafirmar as condições de uma terceira via competente em Itajaí. Quem sabe, assim como Blumenau se beneficiou com a vitória do “azarão” Décio Lima, Itajaí também não pode se beneficiar da sua terceira via?



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