Se eu fosse um padre

18 07 2009

Compartilho com os leitores deste blog um trabalho fotográfico desenvolvido pela turma de Fotojornalismo II da Univali, sob a orientação do professor Robson Souza. Um livro de Fotojornalismo temático nas poesias de Mário Quintana. Os versos dos quais guiei meu trabalho são da poesia Se eu fosse um padre e as fotos são das igrejas do Santíssimo Sacramento e Imaculada Conceição em Itajaí. No próximo semestre, o livro será impresso e cada acadêmico terá um exemplar.

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Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições…
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
…e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

Poesia de Mario Quintana
Fotografia de Thiago Amorim Caminada

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“O Impostor” no meio da imprensa

26 06 2009

Hoje pela manhã, fui até o Centro de Eventos Itajaí Tur, Marejada, para cobrir a vinda do presidente da república, Lula, até Itajaí. Na entrada, fui barrado da fila da imprensa. Claro! Não tinha credencial. Quando entro no Centro de Eventos vejo o espaço reservado para os jornalistas e na primeira mancada do segurança eu entro! Passo todo o evento ao lado de Ricardo Von Dorff (RBS), Deise Somariva (RBS de Itajaí), Jamile Cardoso (Ric/Record de Itajaí). No meio de repórteres fotográficos com suas lentes teleobjetivo, estava eu com uma Cybershot. Enquanto todos estavam credenciados, eu estava bem feliz de ter furado a credencial.

Publico algumas fotos do pessoal da imprensa reunido. Mais tarde publicarei mais algumas fotos e vídeos da cobertura de hoje.

Repórteres Von Dorff da RBS e Camile da Ric/Record conversando no envento

Repórteres na cobertura da vinda do presidente Lula

Repórteres na cobertura da vinda do presidente Lula





EXCLUSIVO! Volnei Morastoni comparece na criação do Ministério da Pesca e Aquicultura

26 06 2009

Depois da derrota nas urnas, o ex-prefeito de Itajaí, Volnei José Morastoni, andou recluso nesses últimos meses. Volnei não apareceu em público, preferiu concedeu algumas entrevistas e não foi visto, muito menos clicado, em lugares públicos de Itajaí. Hoje, o ex-prefeito petista esteve presente no Centro de Eventos da Marejada, talvez para a sua primeira aparição em público.

Com exclusividade publico as fotos aqui no Diário de Hermes.

Foto exclusiva da aparição pública do ex-prefeito Volnei Morastoni

Foto exclusiva da aparição pública do ex-prefeito Volnei Morastoni

Diário de Hermes publica as fotos do ex-prefeito de Itajaí na vinda de Lula para a cidade

Diário de Hermes publica as fotos do ex-prefeito de Itajaí na vinda de Lula para a cidade





São João Batista, o Precursor do Messias

24 06 2009

São João Batista é o único santo da tradição católica comemorado no dia de seu nascimento. A data de 24 de junho, assim como a data do Natal, é simbólica. Para nós do hemisfério sul, 24 de junho é menor de todos os dias do ano, ou seja, aquele que tem a maior noite. O santo tem seu martírio celebrado no dia 29 de agosto.

João era filho dos anciãos Isabel e Zacarias, sacerdote do templo. Os escritos do Evangelho de São Lucas (1, 5 - 25) contam que o pai do menino estava no templo oferecendo incenso, quando apareceu-lhe o anjo Gabriel e anunciou a gravidez de sua esposa. Zacarias duvidou do anjo por causa de sua velhice. Por ter duvidado, Gabriel repreende Zacarias: “Eis que ficarás mudo até o dia em que estas coisas acontecerem”.

Representação de João ainda criança

Representação de João ainda criança

Quando nasce o menino, os parentes querem homenagear o pai, colocando na criança o nome de Zacarias. O velho sacerdote discorda, e por não poder falar, escreve em um tábua: “João é o seu nome”. Neste momento a língua de Zacarias se solta e ele começa a glorificar a Deus.

Logo jovem, João vai para o deserto. Vive de forma humilde e penitente. João se alimentava de gafanhotos e mel silvestre, vestia-se com pele de camelo e cinta de couro em volta dos rins, segundo o evangelho de São Mateus (3, 1 - 12). João batizava o povo para conversão dos pecados. Por isso o Batista, aquele que batiza. O próprio Jesus foi batizado por João e apontado por ele: “Eis o cordeiro de Deus”. João Batista é considerado o Precursor, pois foi aquele que “preparou os caminhos do Senhor”. O único dos profetas a conhecer o próprio Cristo e, assim, o último de todos os profetas.

João denunciava os erros da sociedade. Denunciou Herodes que casou com a mulher de seu irmão, Herodíades. Herodes prendeu o profeta, mas decidiu não matá-lo por medo do povo. Porém, no aniversário de Herodes a filha de Herodíades, chamada Salomé, dançou e encantou o rei. Em troca do espetáculo o rei Herodes lhe prometeu dar o que ela desejasse. Hedíades aconselhou Salomé a pedir a cabeça de João, o Batista, em uma bandeja de prata.

Depois da história deste santo e em sua homenagem, publico as últimas fotos da tradicional Festa de São João Batista em Itajaí. Lembro que hoje temos o show nacional de Edu e Evandro e sábado às 23 horas a queima da fogueira. Confira as outras fotos históricas da festa e a programação deste ano em Viva São João! e Bingo no Tiradentes dá início à festa de São João.

Visita do governador Colombo Sales a festa de São João

Visita do governador Colombo Sales a festa de São João

Entrega dos prêmio da rifa da festa. Em segundo plano as paredes da atual igreja matriz da paróquia de São João Batista, em Itajaí.

Entrega dos prêmio da rifa da festa. Em segundo plano as paredes da atual igreja matriz da paróquia de São João Batista, em Itajaí.

Padre Agostinho Stahelin entregando a faixa de Rainda da Festa de São João

Padre Agostinho Stahelin entregando a faixa de Rainda da Festa de São João





Fascínio pela Fotografia Analógica

24 06 2009

Como prometido, essa publicação é continuação de Fotografia analógica para a geração digital.

A manhã nublada desta terça-feira foi de fotografia no centro de Itajaí. Eu e meu amigo de lutas no jornalismo, Juliano Roberto Flôr, chegamos por volta das nove e meia no centro da cidade. Câmeras Nikon e lentes 50 mm nas mãos, partimos da frente da igreja do Santíssimo Sacramento, percorremos toda a rua Hercílio Luz e fomos terminar no Pier Turístico de Itajaí.

Apesar das nuvens terem encoberto o sol, acredito que a iluminação não tenha prejudicado o resultado. Mesmo com as dificuldades de manuseio de uma câmera analógica, para ajustar diafragma e obturador, a experiência me fascinou. Ouvir aquele barulho depois de apertar o disparador é insubstituível. Nos traz a alegria de um instante capturado e a incerteza sobre  o seu resultado final. Isso me faz lembrar a professora Laura Seligman, que diz ter saudade do barulho das máquinas fotográficas na redação. As fotografias foram compostas em filmes preto e branco e isso aumenta ainda mais o charme do trabalho de hoje.

Logo no inicio da tarde, corremos para o Laboratório de Fotografia da Univali. Com a ajuda do companheiro de Jornalismo, Diórgenes Pandini, aprendemos a revelar fotografia. Na sala escura, ou quarto escuro, o processo se desenvolve. Mexer com a química só tem um lado ruim, o cheiro de azedo nas mãos (a propósito, ele ainda não saiu). Depois de quase uma hora de processo, a surpresa de ver que tudo deu certo. Enquanto nossos filmes secavam, ajudamos a colega de classe Camila. Uma pena que ela não teve o mesmo desempenho. O filme saiu branquinho e ela vai ter que fazer denovo.

Depois disso tudo, fomos até um estúdio fotográfico profissional para que eles ampliassem as fotos e produzissem o copião. O copião só fica pronto na sexta, dia de entregar o trabalho, mas valeu a pena. Um dia diferente e uma experiência para ser guardada: é provável que minha geração seja a última a conhecer a fotografia analógica. Mesmo assim, convido todos que tiverem oportunidade a se prestarem o trabalho, vale a pena!





Fotografia analógica para a geração digital

23 06 2009

47936887_9b9fc81cff_mLogo cedo, saio pela cidade de Itajaí para uma experiência única: compor fotografias em uma máquina analógica. Isso mesmo, fotografia é composição, um trabalho de olhar sensível e clínico. Além disso, pretendo revelar o filme no processo químico na sala escura, como os fotógrafos mais antigos.

Na faculdade, fui até o Laboratório de Fotografia e peguei emprestada a máquina que aparece aí ao lado, um Nikon Pentax. Só a objetiva (lê-se lente) que não é a mesma. Junto comigo, estavam alguns colegas que sentiam as mesmas dificuldades que eu. Como utilizar essa câmera? O filme que tenho nas mãos é de ASA 100 ou 400? Como deve ser o melhor ajuste para o diafragma? E o número do obturador para a velocidade? E como funciona o fotômetro dessa câmera? Aliás, como é mesmo que se coloca esse filme dentro da máquina? A geração da máquina digital compacta só sabe dois botões: aquele que liga e desliga e o disparador da fotografia.

Para aqueles que não entederam nenhuma das palvras em itálico, indico o dicionário on-line de fotografia.

Só espero, que mais do que uma boa experiência, isso me rende um bom trabalho e uma boa nota. Amanhã conto sobre as peripécias.








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