Tríduo Pascal: Sábado de Aleluia, a Vigília Pascal

5 04 2012

A madrugada deste sábado é tradicionalmente atribuída como a noite da ressurreição, por isso, chama-se de Sábado de Aleluia. Sábado em que a Igreja proclama o “Louvem a Deus Javé”, significado da palavra Aleluia. A Vigília Pascal é a celebração litúrgica do anúncio da ressurreição de Jesus Cristo e obrigatoriamente celebrada a noite. Em algumas paróquias, esta vigília é marcada para um horário mais tarde e se estende até quase o amanhecer. Ela é considerada como a maior de todas as celebrações, a mãe de todas as vigílias. Ao final da missa é solenemente encerrado o Tríduo Pascal, O Dia de três dias.

Com a igreja fechada, os fiéis se reúnem próximos da porta principal ao redor de uma fogueira. O presidente da celebração saúda o povo e segue para a benção do Fogo Novo invocando a santificação das chamas e dos fiéis através da celebração pascal. Em seguida, é trazido o Círio Pascal, símbolo do Cristo Ressuscitado. O Círio é uma vela grande e decorada que recebe lugar de destaque no Tempo Pascal e nas Liturgias Sacramentais. Ele é ornado com uma cruz (memória da morte que levou à ressurreição), as letras romanas Alfa e Ômega (simbolizando que Cristo é o início e fim de tudo) e o ano atual. Após as invocações sobre a vela e a colocação dos cravos o sacerdote acende o Círio Pascal com o fogo santificado, dizendo: “A luz de Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente”. Como presença de Cristo Vivo em nosso meio, o Círio Pascal é levado até a porta da igreja onde o diácono proclama “Eis a luz de Cristo” e o povo responde “Demos graças a Deus”. As portas se abrem, pois o Senhor foi quem abriu as portas do céu. A ressurreição de Jesus é a reinauguração do paraíso. Sendo assim, os fiéis entram no templo escuro segurando velas que foram acesas no Fogo Novo.

O diácono ainda proclama mais duas vezes o “Eis a luz de Cristo”, sendo que após a última, já no presbitério, as luzes da igreja são acesas. É o Senhor Jesus quem dá a luz ao mundo e guia os passos de sua Igreja, o profeta Isaías (9, 1) disse que “o povo que andava nas trevas viu uma grande luz”. Segue-se a solene Proclamação da Páscoa. Nela a ressurreição é dada como certa é anunciada para todos os crentes. O texto faz referência “a vitória de um Rei anunciado”, proclama Jesus como o novo Adão, lembra da páscoa dos judeus e da cera virgem do Círio Pascal. A Proclamação da Páscoa é um texto belíssimo e merece, inclusive, comentários a parte. Ao final, os fiéis cantam alegremente o “Amém!”. Encerra-se a primeira parte da vigília, a Liturgia da Luz.

Na Liturgia da Palavra, convida-se a asembléia para acompanhar a história da Salvação, todos os prodígios do nosso Deus em favor do seu povo através de sete leituras do Antigo Testamento e uma leitura epistolar, acompanhadas por oito salmos. Além da proclamação do Evangelho. Na primeira leitura ouve-se a narrativa da criação (Gn 1,1-2,2a) e em seguida é lida a história do sacrifício de Abraão (Gn 22, 1-18). Na terceira leitura (Ex 14,15-15,1) proclama-se a páscoa dos judeus que atravessaram o Mar Vermelho encerrando com “e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico”. Entra, em seguida, o salmo (Ex 15) que diz “Cantemos ao Senhor, porque gloriosamente manifestou o seu poder”. A quarta leitura (Is 54, 5-14) apresenta o Senhor Deus como esposo do seu povo, na quinta (Is 55, 1-11) é oferecida a aliança entre Deus e o povo escolhido. Na sexta leitura (Br 3, 9-15. 32-4, 4) exalta-se a sabedoria de Deus. Na sétima e última leitura do Antigo Testamento (Ez 36, 16-17a. 18-28) faz-se referência ao batismo de purificação.

Terminadas as leituras da antiga aliança, canta-se solenemente o hino do Glória acompanhado dos sinos. Neste mesmo momento, acende-se as velas do altar. É lida a carta aos Romanos (6, 3-11) e segue-se a Aclamação ao Evangelho com o “Aleluia Cristo vive, aleluia” cantado alegremente, afinal, é Sábado de Aleluia. Proclamado o Evangelho da ressurreição de Jesus é feita a homilia.

A Liturgia Batismal tem início com a Ladainha de Todos os Santos. A invocação dos santos faz parte do rito batismal ordinário, mas além disso, o canto da ladainha se faz importante neste dia pela vitória de Cristo sobre a cruz. Vencida a morte, abrem-se as portas do céu, lugar dos santos de Deus. Após a ladainha, é feita a Benção da Água Batismal. Assim como os sacerdotes renovaram suas promessas perante o bispo na missa do Crisma, os fiéis renovam as promessas do batismo através das afirmações de fé e renúncia das armadilhas infernais. Os catecúmenos, se houverem, são ungidos com o óleo e batizados com a água conforme o rito ordinário do Batismo. Em seguida, toda a assembléia é aspergida pelo sacerdote. Através da água batismal, recém abençoada, somos lavados do pecado e conduzidos para a páscoa, ou seja, passagem do homem pecador para homem novo. Durante a aspersão canta-se “Banhados em Cristo somos nova criatura” ou outro canto apropriado.

Encerrada a Liturgia Batismal, segue-se para a Liturgia Eucarística. O rito eucarístico celebra a morte e ressurreição de Jesus através da consagração do pão e do vinho (que morrem) para se tornarem novos como corpo e sangue de Cristo Jesus. Celebrar a Eucaristia é celebrar a páscoa. Por isso, neste dia se celebração a eucaristia como fonte para todas as outras celebrações. Distribuída a comunhão, segue-se aos Ritos Finais. Estes são os Ritos Finais do Tríduo Pascal. Note-se, na Quinta-Feira Santa o sacerdote beijou o altar, fez o sinal da cruz e saldou o povo e agora nesta vigília irá solenemente proferir a benção sobre o povo, a despedida e o beijo no altar. Toda a liturgia conduz para este clima de um único dia. A celebração se encerra e o povo renova sua esperança e fé naquele que entregou-se, morreu e ressuscitou por todos nós.

Para ler sobre a Quinta-Feira Santa, clique aqui.

Para ler sobre a Sexta-Feira Santa, clique aqui.





Tríduo Pascal: Sexta-Feira Santa da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

3 04 2012

A celebração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo é o ato litúrgico mais marcante de todo o Tríduo Pascal. O altar está desnudado; as flores e velas do dia anterior foram recolhidas; cruzes e imagens estão cobertos, pois a morte de Jesus torna inútil o testemunho dos santos. A Igreja está de luto, sente as dores de morte do Senhor. A hora escolhida da celebração é justamente as 15 horas, atribuída como a morte de Jesus crucificado. Por isso, a procissão entra em silêncio, ou ao som das matracas, como gesto fúnebre. Aos pés do altar o sacerdote se prostra por terra e assume a pessoa de Jesus que se entregou completamente na cruz. Toda a assembléia se ajoelha e reza em silêncio unindo-se àqueles que estiveram aos pés daquela mesma cruz.

O sacerdote vai até sua cadeira e lê a Oração do Dia. Não há sinal da cruz, nem saudação, por antiquíssima tradição não se celebra missa e só se distribui a eucaristia aos doentes em casos extremos. O início da grande celebração pascal foi no dia anterior, Quinta-Feira Santa, quando o presbítero beijou o altar e terá fim na Vigília Pascal. A cor litúrgica desta celebração é o vermelho que lembra o sangue derramado do Senhor, toda ação litúrgica deste dia é marcada pelo silêncio.

Por isso, a escuta na Liturgia da Palavra tem destaque com passagens fortes como a do Servo Sofredor. Através da profecia de Isaías (52, 13-53, 12), ouve-se a descrição das dores do Senhor “homem coberto de dores, cheio de sofrimentos, passávamos por ele e tapávamos o rosto; tão desprezível era”. O texto ainda traduz o sentido teológico da entrega de Jesus, pois “a verdade é que ele tomou sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores”. O Cristo que serviu ao lavar os pés dos apóstolos, agora é o servo que sofre em expiação dos nossos pecados. Na segunda leitura, da Carta aos Hebreus (4, 14-16; 5, 7-9), Cristo é o Sumo e Eterno Sacerdote, porque exerce a função sacerdotal de oferecer o sacrifício à Deus Pai em nome de todos os povos. E mais, Cristo é o próprio sacrifício, Ele oferece a si mesmo como oferta: “Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito”, canta o refrão do Salmo Responsorial (30).

Nesta celebração, ouve-se mais uma vez a narrativa da Paixão através do olhar do apóstolo João (18, 1-19, 42). Mais uma vez, porque o Domingo de Ramos – celebrado cinco dias antes – é também da Paixão. No domingo anterior, o fiéis contemplaram o Cristo que caminha. Da entrada triunfante na sua cidade Jerusalém até culminar na Via Crucis e sua morte. Na tarde da Paixão do Senhor, lê-se continuamente até a passagem “inclinando a cabeça, entregou o espírito”. Eis a morte de Jesus. Faz-se silêncio, todos se ajoelham em clima de oração e permanecem assim por instantes. Depois, prossegue até o fim da proclamação do Evangelho e segue-se para a homilia.

Em todas as celebrações, a Liturgia da Palavra tem como último ato a oração da comunidade. Neste ato litúrgico é proferida a Oração Universal. Esta oração faz parte da tradição da Igreja há séculos e ao longo do tempo foi sendo adaptada para que neste dia, em que o Senhor morreu por todos, possa-se rezar, também, por todos indistintamente através das 10 motivações. O sacerdote convida o povo a rezar, faz-se um breve silêncio para invocações pessoais e prossegue a oração. Neste dia, então, rezamos: pela Santa Igreja Católica; pelo papa; pelos bispos, sacerdotes, diáconos e todo o povo a eles confiado; pelos catecúmenos, especialmente aqueles que receberão o sacramento na Vigília Pascal; pela unidade dos cristãos; pelos judeus, pois foram os que primeiro acolheram a Cristo; pelos que não creem em no Cristo, ou seja, todos aqueles que tem algum credo ou religião; pelos que não creem em Deus; pelos poderes públicos; e, por fim, por todos aqueles que sofrem provações.

Terminada a Oração Universal, a celebração vai para sua segunda parte: Adoração da Santa Cruz. Jesus celebrou a Páscoa verdadeira através de sua morte dolorosa, assumindo a cruz e honrando esse madeiro, por isso a Igreja motiva os fiéis a adorar e agradecer por esta Santa Cruz. Não é uma veneração, ou adoração à imagens ou “ídolos”, mas através do gesto de prostrar-se e beijar o símbolo da cruz nós expressamos o desejo de poder beijar o lenho banhado com o sangue do Senhor. A cruz que será utilizada para a adoração é velada e coberta por um véu vermelho. Em três passos, a cruz é descoberta e apresentada ao povo. “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo”, canta o sacerdote e desprende o véu. “Vinde, adoremos!”, responde a assembléia. Todos são convidados a se ajoelhar individualmente e beijar a cruz em gesto de adoração. Enquanto os fiéis adoram, canta-se “Deus Santo, Deus Forte, Deus imortal, tende piedade de nós!”, é o tradicional Lamentos do Senhor.

A terceira e última parte da Celebração da Paixão é a Comunhão. Não se celebra a Eucaristia, mas a reserva eucarística que foi adorada durante a noite de quinta é utilizada para a comunhão dos fiéis. O Santíssimo Sacramento é transladado do lugar fora da igreja para o altar onde são colocados momentaneamente a toalha e velas. Após a comunhão da assembléia, as velas e a toalha são novamente retiradas do altar. Faz-se o Oremos depois da comunhão e o sacerdote invoca sobre o povo uma oração. Esta oração conclui a celebração, sem benção, ou despedida. Como na procissão de entrada, o sacerdote sai em silêncio.

Em algumas igrejas é costume, ainda, rezar a Via Sacra, ou realizar uma Procissão com a imagem do Senhor Morto. Estes exercícios de devoção e piedade não fazem parte do ordinário litúrgico, mas fazem parte do ambiente de penitência e oração deste dia. O templo é novamente fechado e só será aberto na Vigília Pascal. Para a Igreja, é momento de espera. O Senhor morreu e desce até a Mansão dos Mortos onde irá resgatar Adão, pois a Ele mesmo será o Novo Adão.

Para ler sobre a Quinta-Feira Santa, clique aqui.

Para ler sobre o Sábado de Aleluia, clique aqui.





Tríduo Pascal: Quinta-Feira Santa do Lava Pés e da Ceia do Senhor

3 04 2012

Após o tempo quaresmal, em que os cristão são convidados a penitência, a Igreja volta a reunir seus fiéis em um ambiente celebrativo de festa. O presbitério está bem ornado com velas e flores, a cor litúrgica volta a ser o branco/dourado da alegria, tocam-se os sinos e canta-se solenemente o Glória. É a abertura do Tríduo Pascal, considerada pela liturgia uma única celebração, um único dia.

A tradição pascal judaica é trazida como originária da celebração pascal cristã, através da leitura do trecho do livro do Êxodo (12, 1-8.11-14). Que, por sua vez, teve origem na festa dos pastores nômades do Oriente. Páscoa significa passagem, ou seja, para os pastores é a passagem do inverno tenebroso para as novas pastagens da primavera. Inclusive, por isso a data da Páscoa da Ressurreição não é fixa, pois é celebrada na primeira lua cheia da primavera no Hemisfério Norte. Para os judeus, “a páscoa, isto é, ‘Passagem’ do Senhor” é a celebração da saída do Egito. Passagem da escravidão para a liberdade.

Jesus celebrou com seus discípulos a ceia tradicional judaica. Alimentou-se de cordeiro assado ao fogo juntamente com os pães ázimos, além de ervas amargas e vinho. Exatamente por isso que Jesus mandou dois discípulos irem preparar um lugar para a cear a páscoa (Mateus 26, 17-19). Na liturgia, a leitura de Paulo (1 Coríntios 11, 23-26) narra a nova “passagem”, a Páscoa de Cristo. O cordeiro imolado é o próprio Jesus: “isto é o meu corpo (…) este cálice é a Nova Aliança em meu sangue”. Não há mais cordeiro, o sacrifício é o de Cristo ao entregar sua própria carne. Não há mais sangue nas portas, o sangue é derramado por todos para a remissão dos pecados. A Aliança entre Deus e seu povo no Monte Sinai é renovada e eternizada através da entrega de Jesus.

A narrativa da ceia utilizada nas missas diz: “na noite em que ia ser entregue”, pois é exatamente na ceia em que Jesus se entrega como alimento. Depois, entregue pela inveja e ganância dos homens aos guardas e, por fim, totalmente entregue nos braços da cruz. Nesta noite de Quinta-Feira Santa é, portanto, celebrado o ministério sacerdotal. O presbítero, segundo grau da ordem, é aquele que em nome do povo oferece ao Pai os dons e, o pão e vinho para serem consagrados. O sacerdócio é a missão de cumprir o “fazei isto em minha memória”.

Assim como o grau do presbítero, é celebrado também o grau do diaconato. O diácono é aquele que foi escolhido para o serviço. O evangelho desta missa (João 13, 1-15) propositalmente não conta o ritual da ceia, mas narra os acontecimentos que precederam a última páscoa dos discípulos com o Mestre Jesus. Cristo, na ceia derradeira, celebra o amor/caridade lavando os pés de cada um, “porque estão sujos”. A ablução – ato de purificação – é, na cultura judaica do tempo de Jesus, costumeiramente feito pelos servos. Assim, o Mestre deixa o exemplo para que faça-se o mesmo. Jesus é o servo! Neste gesto, Cristo amarra a caridade à Eucaristia. Não existe Eucaristia autêntica sem o gesto caritativo.

Por isso, nesta celebração, após a homilia o sacerdote despe-se da casula e da estola (vestes sacerdotais) e amarra uma toalha na cintura e lava os pés de 12 pessoas. Na missa, o padre é a pessoa de Cristo e, portanto, é aquele que deve dar o exemplo. Nas nossas igrejas o sacerdote agacha-se para lavar um a um os pés das pessoas ao som de música tradicionais como: “Onde há amor e caridade, Deus ali está” e “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”.

Sem professar o Creio, a comunidade apresenta suas preces e segue-se para a Liturgia Eucarística. Na narração da ceia as palavras de Jesus são novamente proferidas: “isto é o meu corpo (..) isto é o meu sangue”. Após a distribuição da Eucaristia à assembléia, são preparados os cibórios para a transladação do Santíssimo Sacramento. Ao fazer a Oração depois da Comunhão, o sacerdote conduz o Cristo presente na Eucaristia para um outro lugar, que não a Igreja, para que o povo vigie. O “Rei do mundo que se esconde sob os véus” é transladado para Adoração, pois na noite em que foi entregue o próprio Jesus colocou-se em oração. Este momento a Igreja convida o povo a acompanhar a angústia de Jesus que suou sangue, tamanha era sua aflição. Os fiéis seguem, também, o pedido do Mestre a Pedro, Tiago e João: “vigiai e orai” (Mateus 26, 41).

Até a meia-noite são rezadas diversas orações, cantos e leituras. Depois, pode até haver adoração, mas a Igreja indica que ela seja silenciosa. As paróquias costumam fazer a vigília até a meia-noite e posteriormente reabrir o local para os fiéis durante toda a manhã de sexta. Os padres atendem diversas confissões, são realizadas também via-sacra e outros exercícios espirituais. A Igreja se mantêm fechada até a celebração da Paixão.

Para ler sobre a Sexta-Feira Santa, clique aqui.

Para ler sobre o Sábado de Aleluia, clique aqui.





Hoje é Domingo

6 09 2009

Domingo, para os católicos, é o dia do Senhor, dia de ir à missa. Para quase todo mundo é dia de relaxar e se divertir. Por esse motivo, trago a vocês uma pérola da televisão. O arcebispo de Florianópolis, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, no quadro Receita de Família do Jornal do Almoço, RBS. Enquanto a irmã Lourdes prepara um rocambole, o bispo fala sobre violência, tema da Campanha da Fraternidade deste ano. Uma relação estranha entre culinária e violência, não mesmo?





Algumas anotações depois de um dia sem internet

18 08 2009

IBGE

Itajaí continua crescendo em número de habitantes, mesmo com a enchente e os problemas no porto o fluxo migratório não se interrompeu. Em uam década a cidade cresceu 18,5%. Nos últimos meses, começamos a observar o crescimento vertical da nossa cidade. Nos bairros construções de condomínios, prédios com mais de dez andares. Destaque maior para a belíssima Bombinhas que cresceu mais de 100%.

Símbolos Religiosos

O Ministério Público Federal quer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas. Enquanto o MPF se ocupa com a repressão contra símbolos de culto religioso, como os crucifixos, José Sarney não está sendo investigado por nepotismo, prática condenada pelo Ministério Público. Além de projetos como esse, existem outras pessoas querendo restringir a liberdade de culto para dentro dos templos religiosos. Ou seja, nada de procissões, passeatas, ou shows religiosos.

Gipe A

Tem algo estranho em Santa Catarina. Enquanto os estados do Paraná e Rio Grande do Sul estão com mais de 30 casos da nova gripe, nosso estado só tem 6 casos? Aqui em Balneário Camboriú estão quase todos os casos do estado, então? E aqui em Itajaí, secretária Dalva, quantos casos realmente temos? Divulgar os números corretamente não é causar pânico nas pessoas. É preferível o espanto das pessoas com os números reais de casos, do que a tranquilidade induzida pelas autoridades.

Discussão política

Por sugestão do leitor Iedo Jaques, que comentou sobre a importância de discutir a reforma eleitoral, compartilho com todos os leitores dois textos de setembro de 2007 daqui do Diário de Hermes. O primeiro texto de 21 de setembro é (In)Fidelidade Partidária; no dia seguinte publiquei o texto Uma Mudança no sistema eletivo. É só clicar nos títulos e você irá conferir esses textos. Vão completar 2 anos, mas continuam atuais.

Problemas técnicos

Ontem passei todo o dia off-line por alguns problemas técnicos. Estou de volta e não se preocupem, porque o Diário de Hermes não pára.





Dia do Sacerdote

4 08 2009

Dia 4 de agosto a Igreja Católica comemora São João Maria Vianney e, também, o dia do padre. João Maria Vianney viveu na França do século XIX, como excelente confessor e dedicado ao serviço da Igreja ele serve de exemplo aos padres. Um exemplo como santo e como sacerdote santo. Em tempos de tanta perturbação, os padres devem confiar seu sacerdócio ao Sumo Sacerdote que é Jesus Cristo.

20090609081920Este ano, mais profundamente os católicos vivem este dia. Por ocasião dos 150 anos da morte de São João Maria Vianney, o Papa Bento XVI lançou, no dia 15 de junho, para toda a igreja o Ano Sacerdotal, como o lema: “Fidelidade de Cristo, Fidelidade do Sacerdote”. Quero agradecer aos sacerdotes que tanto me ajudaram. Hoje, a pessoa que sou deve-se, em grande parte, ao convívio na Igreja e os conselhos dos padres desta Arquidiocese de Florianópolis.





Se eu fosse um padre

18 07 2009

Compartilho com os leitores deste blog um trabalho fotográfico desenvolvido pela turma de Fotojornalismo II da Univali, sob a orientação do professor Robson Souza. Um livro de Fotojornalismo temático nas poesias de Mário Quintana. Os versos dos quais guiei meu trabalho são da poesia Se eu fosse um padre e as fotos são das igrejas do Santíssimo Sacramento e Imaculada Conceição em Itajaí. No próximo semestre, o livro será impresso e cada acadêmico terá um exemplar.

 DSC06754

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições…
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
…e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

Poesia de Mario Quintana
Fotografia de Thiago Amorim Caminada

DSC06818





São João Batista, o Precursor do Messias

24 06 2009

São João Batista é o único santo da tradição católica comemorado no dia de seu nascimento. A data de 24 de junho, assim como a data do Natal, é simbólica. Para nós do hemisfério sul, 24 de junho é menor de todos os dias do ano, ou seja, aquele que tem a maior noite. O santo tem seu martírio celebrado no dia 29 de agosto.

João era filho dos anciãos Isabel e Zacarias, sacerdote do templo. Os escritos do Evangelho de São Lucas (1, 5 - 25) contam que o pai do menino estava no templo oferecendo incenso, quando apareceu-lhe o anjo Gabriel e anunciou a gravidez de sua esposa. Zacarias duvidou do anjo por causa de sua velhice. Por ter duvidado, Gabriel repreende Zacarias: “Eis que ficarás mudo até o dia em que estas coisas acontecerem”.

Representação de João ainda criança

Representação de João ainda criança

Quando nasce o menino, os parentes querem homenagear o pai, colocando na criança o nome de Zacarias. O velho sacerdote discorda, e por não poder falar, escreve em um tábua: “João é o seu nome”. Neste momento a língua de Zacarias se solta e ele começa a glorificar a Deus.

Logo jovem, João vai para o deserto. Vive de forma humilde e penitente. João se alimentava de gafanhotos e mel silvestre, vestia-se com pele de camelo e cinta de couro em volta dos rins, segundo o evangelho de São Mateus (3, 1 - 12). João batizava o povo para conversão dos pecados. Por isso o Batista, aquele que batiza. O próprio Jesus foi batizado por João e apontado por ele: “Eis o cordeiro de Deus”. João Batista é considerado o Precursor, pois foi aquele que “preparou os caminhos do Senhor”. O único dos profetas a conhecer o próprio Cristo e, assim, o último de todos os profetas.

João denunciava os erros da sociedade. Denunciou Herodes que casou com a mulher de seu irmão, Herodíades. Herodes prendeu o profeta, mas decidiu não matá-lo por medo do povo. Porém, no aniversário de Herodes a filha de Herodíades, chamada Salomé, dançou e encantou o rei. Em troca do espetáculo o rei Herodes lhe prometeu dar o que ela desejasse. Hedíades aconselhou Salomé a pedir a cabeça de João, o Batista, em uma bandeja de prata.

Depois da história deste santo e em sua homenagem, publico as últimas fotos da tradicional Festa de São João Batista em Itajaí. Lembro que hoje temos o show nacional de Edu e Evandro e sábado às 23 horas a queima da fogueira. Confira as outras fotos históricas da festa e a programação deste ano em Viva São João! e Bingo no Tiradentes dá início à festa de São João.

Visita do governador Colombo Sales a festa de São João

Visita do governador Colombo Sales a festa de São João

Entrega dos prêmio da rifa da festa. Em segundo plano as paredes da atual igreja matriz da paróquia de São João Batista, em Itajaí.

Entrega dos prêmio da rifa da festa. Em segundo plano as paredes da atual igreja matriz da paróquia de São João Batista, em Itajaí.

Padre Agostinho Stahelin entregando a faixa de Rainda da Festa de São João

Padre Agostinho Stahelin entregando a faixa de Rainda da Festa de São João





Bingo no Tiradentes da início à Festa de São João

19 06 2009

A primeira missa de novena da festa paroquial de São João Batista, em Itajaí, inicia hoje às 19 horas e 30 minutos. Após a missa, será realizado o Bingo na Sociedade Tiradentes. O prêmio principal é uma moto e as cartelas do bingo podem ser compradas no local, no valor de 10 reais.

A atração principal dos festejos, a fogueira de São João, será queimada no sábado, dia 27 de junho, às 23 horas. A fogueira é uma tradição nas festas juninas, pois de acordo com a tradição bíblica Zacarias, o pai de João Batista, acendeu uma fogueira para avisar as pessoas do nascimento de seu filho. Zacarias e Isabel moravam em uma região montanhosa e de difícil acesso, chamada Aim Kerm, por a necessidade da fogueira. 

Como prometido, abaixo vocês conferem mais um das fotos da festa de São João. No dia 24 de junho, dia de São João Batista, eu publico mais fotos. Você pode conferir as outras duas fotos na publicação Viva São João! Mais abaixo, o cronograma dos 10 dias de festa em Itajaí.

A fogueira da festa já chegou a ter 34 metros de altura

A fogueira da festa já chegou a ter 34 metros de altura

 Programação da Festa de São João 2009

Dia 19 – sexta
19:30 Missa
21:00 Bingo na Sociedade Tiradentes

Dia 20 – sábado
19:30 Missa
21:00 Show – Grupo Desafio

Dia 21 – domingo
12:00 Almoço festivo
14:00 Música
19:30 Missa
21:00 Show – Torre de Babel

Dia 22 – segunda
19:30 Missa
21:00 Noite Cultural com apresentações típicas e dança

Dia 23 – terça
19:30 Missa
21:00 Show – Gisa Carla

Dia 24 – quarta
19:30 Missa
21:00 Show – Edu e Evandro

Dia 25 – quinta
19:30 Missa
21:00 – Show – A Cor do Sol

Dia 26 – sexta
19:30 Missa
21:00 Show- Cesar e Banda

Dia 27 – sábado
19:30 Missa
21:00 Apresentação da Rainha da Festa
21:30 Show – Cesar e Banda
23:30 Queima da Fogueira de São João
23:45 Show – continuação

Dia 28 – domingo
10:00 Grande Missa dos Festeiros
12:00 Almoço festivo
14:00 Música
19:30 Missa de Ação de Graças
21:00 Show – Carlinhos Musical Show
23:00 Queima de Fogos





Viva São João!

30 05 2009
Os moradores do bairro São João em Itajaí, na manhã de hoje, acordaram cedo. Mesmo que não tenham levantado da cama, às 7 horas da manhã deste sábado gelado podia-se ouvir os fogos de artifício. Os fogos fazem parte de uma tradição antiga no bairro, eles festejam a chegada da lenha que vai se transformar na fogueira da festa da paróquia.
.
No ano passado, a festa da São João completou seu 50 anos e vem, este ano, parta mais uma vez ser a maior e mais tradicional festa de igreja da cidade de Itajaí. A festa acontece nos arredores da Paróquia de São João Batista, de 19 a 28 de junho. Convido a todos para provarem do quentão, pinhão, ponche, churrasco, pastel mais saborosos da paróquia e comprarem as fichas comigo no caixa da festa esse ano.
.
Abaixo, compartilho com vocês fotos que são verdadeiras relíquias na paróquia, mostram desde as primeiras festas de São João. As fotos foram digitalizadas por Thiago Amorim Caminada e Juliano Roberto Flôr para um trabalho de Cultura Brasileira na faculdade de Jornalismo (no dia do santo – 24 de juhno – publicarei mais fotos do baú da saudade- que brega!).
.

Primeira igreja de São João Batista, localizada onde hoje é o colégio Henrique da Silva Fontes.
.

Padre Agostinho Stahelin, seu Neri Lima e outros colaboradores da festa.








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.