A madrugada deste sábado é tradicionalmente atribuída como a noite da ressurreição, por isso, chama-se de Sábado de Aleluia. Sábado em que a Igreja proclama o “Louvem a Deus Javé”, significado da palavra Aleluia. A Vigília Pascal é a celebração litúrgica do anúncio da ressurreição de Jesus Cristo e obrigatoriamente celebrada a noite. Em algumas paróquias, esta vigília é marcada para um horário mais tarde e se estende até quase o amanhecer. Ela é considerada como a maior de todas as celebrações, a mãe de todas as vigílias. Ao final da missa é solenemente encerrado o Tríduo Pascal, O Dia de três dias.
Com a igreja fechada, os fiéis se reúnem próximos da porta principal ao redor de uma fogueira. O presidente da celebração saúda o povo e segue para a benção do Fogo Novo invocando a santificação das chamas e dos fiéis através da celebração pascal. Em seguida, é trazido o Círio Pascal, símbolo do Cristo Ressuscitado. O Círio é uma vela grande e decorada que recebe lugar de destaque no Tempo Pascal e nas Liturgias Sacramentais. Ele é ornado com uma cruz (memória da morte que levou à ressurreição), as letras romanas Alfa e Ômega (simbolizando que Cristo é o início e fim de tudo) e o ano atual. Após as invocações sobre a vela e a colocação dos cravos o sacerdote acende o Círio Pascal com o fogo santificado, dizendo: “A luz de Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente”. Como presença de Cristo Vivo em nosso meio, o Círio Pascal é levado até a porta da igreja onde o diácono proclama “Eis a luz de Cristo” e o povo responde “Demos graças a Deus”. As portas se abrem, pois o Senhor foi quem abriu as portas do céu. A ressurreição de Jesus é a reinauguração do paraíso. Sendo assim, os fiéis entram no templo escuro segurando velas que foram acesas no Fogo Novo.
O diácono ainda proclama mais duas vezes o “Eis a luz de Cristo”, sendo que após a última, já no presbitério, as luzes da igreja são acesas. É o Senhor Jesus quem dá a luz ao mundo e guia os passos de sua Igreja, o profeta Isaías (9, 1) disse que “o povo que andava nas trevas viu uma grande luz”. Segue-se a solene Proclamação da Páscoa. Nela a ressurreição é dada como certa é anunciada para todos os crentes. O texto faz referência “a vitória de um Rei anunciado”, proclama Jesus como o novo Adão, lembra da páscoa dos judeus e da cera virgem do Círio Pascal. A Proclamação da Páscoa é um texto belíssimo e merece, inclusive, comentários a parte. Ao final, os fiéis cantam alegremente o “Amém!”. Encerra-se a primeira parte da vigília, a Liturgia da Luz.
Na Liturgia da Palavra, convida-se a asembléia para acompanhar a história da Salvação, todos os prodígios do nosso Deus em favor do seu povo através de sete leituras do Antigo Testamento e uma leitura epistolar, acompanhadas por oito salmos. Além da proclamação do Evangelho. Na primeira leitura ouve-se a narrativa da criação (Gn 1,1-2,2a) e em seguida é lida a história do sacrifício de Abraão (Gn 22, 1-18). Na terceira leitura (Ex 14,15-15,1) proclama-se a páscoa dos judeus que atravessaram o Mar Vermelho encerrando com “e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico”. Entra, em seguida, o salmo (Ex 15) que diz “Cantemos ao Senhor, porque gloriosamente manifestou o seu poder”. A quarta leitura (Is 54, 5-14) apresenta o Senhor Deus como esposo do seu povo, na quinta (Is 55, 1-11) é oferecida a aliança entre Deus e o povo escolhido. Na sexta leitura (Br 3, 9-15. 32-4, 4) exalta-se a sabedoria de Deus. Na sétima e última leitura do Antigo Testamento (Ez 36, 16-17a. 18-28) faz-se referência ao batismo de purificação.
Terminadas as leituras da antiga aliança, canta-se solenemente o hino do Glória acompanhado dos sinos. Neste mesmo momento, acende-se as velas do altar. É lida a carta aos Romanos (6, 3-11) e segue-se a Aclamação ao Evangelho com o “Aleluia Cristo vive, aleluia” cantado alegremente, afinal, é Sábado de Aleluia. Proclamado o Evangelho da ressurreição de Jesus é feita a homilia.
A Liturgia Batismal tem início com a Ladainha de Todos os Santos. A invocação dos santos faz parte do rito batismal ordinário, mas além disso, o canto da ladainha se faz importante neste dia pela vitória de Cristo sobre a cruz. Vencida a morte, abrem-se as portas do céu, lugar dos santos de Deus. Após a ladainha, é feita a Benção da Água Batismal. Assim como os sacerdotes renovaram suas promessas perante o bispo na missa do Crisma, os fiéis renovam as promessas do batismo através das afirmações de fé e renúncia das armadilhas infernais. Os catecúmenos, se houverem, são ungidos com o óleo e batizados com a água conforme o rito ordinário do Batismo. Em seguida, toda a assembléia é aspergida pelo sacerdote. Através da água batismal, recém abençoada, somos lavados do pecado e conduzidos para a páscoa, ou seja, passagem do homem pecador para homem novo. Durante a aspersão canta-se “Banhados em Cristo somos nova criatura” ou outro canto apropriado.
Encerrada a Liturgia Batismal, segue-se para a Liturgia Eucarística. O rito eucarístico celebra a morte e ressurreição de Jesus através da consagração do pão e do vinho (que morrem) para se tornarem novos como corpo e sangue de Cristo Jesus. Celebrar a Eucaristia é celebrar a páscoa. Por isso, neste dia se celebração a eucaristia como fonte para todas as outras celebrações. Distribuída a comunhão, segue-se aos Ritos Finais. Estes são os Ritos Finais do Tríduo Pascal. Note-se, na Quinta-Feira Santa o sacerdote beijou o altar, fez o sinal da cruz e saldou o povo e agora nesta vigília irá solenemente proferir a benção sobre o povo, a despedida e o beijo no altar. Toda a liturgia conduz para este clima de um único dia. A celebração se encerra e o povo renova sua esperança e fé naquele que entregou-se, morreu e ressuscitou por todos nós.
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Este ano, mais profundamente os católicos vivem este dia. Por ocasião dos 150 anos da morte de São João Maria Vianney, o Papa Bento XVI lançou, no dia 15 de junho, para toda a igreja o Ano Sacerdotal, como o lema: “Fidelidade de Cristo, Fidelidade do Sacerdote”. Quero agradecer aos sacerdotes que tanto me ajudaram. Hoje, a pessoa que sou deve-se, em grande parte, ao convívio na Igreja e os conselhos dos padres desta Arquidiocese de Florianópolis.








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