Manifesto Internet: Como o Jornalismo Funciona Hoje

21 09 2009

1. A Internet é diferente.

Ela produz diferentes esferas de público, diferentes termos de troca e diferentes competências culturais. Os media têm de adaptar os seus métodos de trabalho à realidade tecnológica atual, em vez de a ignorarem ou desafiarem. É o seu dever desenvolverem a melhor forma possível de jornalismo, com base na tecnologia disponível. Isto inclui novos produtos e métodos jornalísticos.

2. A Internet é um império dos media tamanho de bolso.

A Internet reorganiza as estruturas dos media já existentes ao transcender os seus limites anteriores e oligopólios. A publicação e disseminação dos conteúdos já não estão ligadas a investimentos avultados. A própria concepção do jornalismo está, felizmente, a ser esvaziada da sua função de guardiã. Tudo o que resta é a qualidade jornalística através da qual o jornalismo em si se distingue da mera publicação.

3. A Internet é a nossa sociedade é a Internet.

As plataformas com base na Web, como as redes sociais, Wikipedia ou o Youtube tornaram-se parte da vida diária para a maioria das pessoas no mundo ocidental. São tão acessíveis como o telefone ou a televisão. Se as empresas de comunicação social querem continuar a existir, têm de perceber a vida e o mundo dos utilizadores de hoje e têm de se render às suas formas de comunicação. Isto inclui formas básicas da comunicação social: ouvir e responder, também conhecido por diálogo.

4. A liberdade da Internet é inviolável.

A arquitetura aberta da Internet constitui a lei básica das Tecnologias da Informação, de uma sociedade que comunica de forma digital e, consequentemente, do jornalismo. Pode não ser alterada em nome da protecção especial de interesses comerciais ou políticos, muitas vezes escondidos sob a falsa pretensão do interesse público. Independentemente da forma como se faz, bloquear o acesso à Internet ameaça a livre circulação de informação e corrompe o nosso direito fundamental a um nível autodeterminado de informação.

5. A Internet é a vitória da informação.

Devido a tecnologia inadequada, as empresas de comunicação social, os centros de investigação, as instituições públicas e outras organizações compilavam e classificavam, até agora, a informação mundial. Hoje, qualquer cidadão pode definir o seu próprio filtro noticioso, enquanto os motores de busca mergulham em tesouros de informação de uma magnitude nunca antes conhecida. Os indivíduos podem agora informar-se melhor do que nunca.

6. A Internet muda melhora o jornalismo.

Através da Internet, o jornalismo pode cumprir o seu papel socioeducativo de uma nova forma. Isto inclui a apresentação de informação como algo em constante mudança, num processo contínuo; o preço da inalterabilidade dos media impressos é um benefício. Aqueles que querem sobreviver neste novo mundo da informação precisam de um novo idealismo, novas ideias jornalísticas e de um sentido de prazer na exploração deste novo potencial.

7. A Internet requer gestão de ligações.

Ligações são conexões. Conhecemo-nos uns aos outros por ligações. Aqueles que não os utilizam excluem-se do discurso social. Isto também é válido para os sítios Web das empresas de comunicação social tradicionais.

8. Ligações recompensam, citações enfeitam.

Os motores de busca e os agregadores facilitam o jornalismo de qualidade: impulsionam a descoberta de conteúdos notáveis a longo prazo e são também parte integrante da nova, interligada esfera pública. As referências através de ligações e citações – incluindo especialmente as que são feitas sem qualquer autorização ou mesmo remuneração da autoria – possibilitam, em primeiro lugar, a própria cultura do discurso social em rede. São merecedores, por todos os meios, de protecção.

9. A Internet é um novo palco para o discurso político.

A Democracia prospera com a participação e a liberdade de informação. Transferir a discussão política dos meios tradicionais para a Internet e alargar este debate, pelo envolvimento da participação ativa do público, é uma das novas tarefas do jornalismo.

10. Hoje, liberdade de imprensa significa liberdade de opinião.

O Art. 5º da Constituição alemã não contempla direitos protetores para profissões ou modelos de negócio tecnicamente tradicionais. A Internet ultrapassa as barreiras tecnológicas entre o amador e o profissional. É por isto que o privilégio da liberdade de imprensa se deve aplicar a todos os que possam contribuir para a concretização das tarefas jornalísticas. Em termos qualitativos, não deve ser feita distinção entre jornalismo pago e não pago, mas sim entre bom e mau jornalismo.

11. Mais é mais – não existe algo como demasiada informação.

Era uma vez, instituições como a Igreja davam prioridade ao poder sobre o conhecimento individual e avisaram que iria surgir um fluxo de informação transbordante quando foi inventada a imprensa. Por outro lado existiam os panfletários, enciclopedistas e jornalistas que provavam como mais informação leva a mais liberdade, ambas para o indivíduo como para a sociedade enquanto um todo. Até aos dias de hoje, nada mudou a este respeito.

12. A Tradição não é um modelo de negócio.

Pode-se ganhar dinheiro na Internet com conteúdos jornalísticos. Já existem muitos exemplos destes, hoje. Mas, porque a Internet é selvaticamente competitiva, os modelos de negócio têm de ser adaptados à estrutura da Net. Ninguém deve tentar esquivar-se desta adaptação essencial através da criação de políticas para preservar o status quo. O jornalismo precisa de concorrência livre para as melhores soluções de refinanciamento na Internet, a par de coragem para investir numa implementação multifacetada destas soluções.

13. Os direitos de autor tornam-se um dever cívico na Internet.

Os direitos de autor são o fundamento da organização da informação na Internet. Os direitos do autor sobre o tipo e espectro de disseminação dos conteúdos são também válidos para a Net. Ao mesmo tempo, os direitos de autor não podem ser utilizados de forma abusiva enquanto alavanca para salvaguardar mecanismos de distribuição obsoletos e para excluir novos modelos de distribuição ou esquemas de licenciamento. A propriedade implica obrigações.

14. A Internet tem muitas moedas.

Os serviços jornalísticos online financiados através de publicidade oferecem conteúdo em troca de um efeito de atenção. O tempo de um leitor, telespectador ou ouvinte é valioso. Na indústria do jornalismo esta correlação foi sempre um dos princípios fundamentais do financiamento. Outras formas de refinanciar, jornalisticamente justificáveis, têm de ser criadas e testadas.

15. O que está na Net fica na Net.

A Internet está a elevar o jornalismo para um novo nível qualitativo. Online, texto, som e imagens não têm mais de ser temporários. Permanecem acessíveis, ao mesmo tempo que constroem um arquivo da história contemporânea. O jornalismo tem de ter em conta o desenvolvimento da informação, a sua interpretação e os seus erros, isto é, tem de admitir os seus erros e corrigi-los de forma transparente.

16. A qualidade permanece a mais importante das qualidades.

A Internet exibe grandes quantidades de conteúdos homogêneos. Só aqueles que se destacam, que são credíveis e excepcionais, vão ganhar seguidores constantes a longo prazo. As exigências dos utilizadores aumentaram. O jornalismo tem de as satisfazer e continuar a seguir os seus próprios princípios frequentemente formulados.

17. Tudo para todos.

A Internet constitui uma infraestrutura para uma mudança social, superior à dos meios de comunicação de massa do Séc.XX: Quando tem uma dúvida, a “geração Wikipedia” é capaz de dar valor à credibilidade de uma fonte, é capaz de seguir a notícia até à sua fonte original, pesquisá-la, verificá-la e avaliá-la – sozinha ou como parte de um esforço conjunto. Os jornalistas que ignoram isto e que não querem respeitar estas competências não são levados a sério por estes utilizadores da Internet. E com razão. A Internet possibilita a comunicação direta com aqueles que eram conhecidos como receptores – leitores, ouvintes e espectadores – e permite tirar partido dos seus conhecimentos. Não são os jornalistas que sabem tudo que são procurados, mas sim aqueles que comunicam e investigam.

Versão original retirada deste link.





Dois links para quem gosta de comunicação

8 09 2009

Entrevista com Pierre Lévy

O filósofo francês Pierre Lévy, especialista em Cibercultura, em entrevista ao G1. Lévy está trabalhando em uma linguagem universal para os conteúdos da rede mundial de computadores. A “web semântica” seria o passo principal para a formação de comunidades da Inteligência Coletiva.

Aproveitando o momento para um parênteses. Tenho me interessado muito pelo gênero jornalístico da entrevista. A mistura química entre entrevistado e entrevistador me fascina e instiga.

Estudos em Jornalismo e Mídia

Estudos em Jornalismo e Mídia é a revista científica do mestrado em Jornalismo da UFSC. Você pode se cadastrar e ter acesso ao arquivo das edições. Estão disponíveis artigos científicos, entrevistas, resenhas e comentários. Para os acadêmicos de jornalismo é uma excelente referência, já que o mestrado da Federal de Santa Catarina é o único do país em Jornalismo.





Pós-Humanismo

31 08 2009

Um pequeno trecho sobre as previsões de uma humanidade, ou pós-humanidade. Cabe espaço aqui, porque muitos de nós, daqui a 35 anos, ainda estaremos vivendo e gozando saúde. Mesmo hoje, já presenciamos as inovações de um pós-humanismo. Vale ressaltar que o autor citado escreve “nos próximos 50 anos”, isso em 1994, ou seja, já vivemos 15 desses 50 anos.

“Nos próximos 50 anos, a inteligência artificial, a nanotecnologia, a engenharia genética e outras tecnologias permitirão aos seres humanos transcender as limitações do corpo. O ciclo da vida ultrapassará um século. Nossos sentidos e cognição serão ampliados. Ganharemos maior controle sobre nossas emoções e memória. Nossos corpos e cerébro serão envolvidos e se fundirão com o poderio computacional. Usaremos essas tecnologias para redesenhar a nós e nossos filhos em diversas formas de póshumanidade”

Max More, On Becoming Posthuman, 1994.





Ironia

28 08 2009

 ”A melhor forma de correr com o Diabo, se ele não se rende aos textos das Escrituras é zombar e caçoar dele, pois o mesmo não suporta o escárneo.

Martin Lutero – Teológo Fundador da Igreja Luterana

 ”O Diabo… o Espírito do Orgulho… Não suporta ser debochado.

Thomas More – Humanista do Renascimento

Anda incomodado? Se irritando com a alegria alheia? Adora ser o engraçado, mas odeia ser a graça? Cuidado… Isso pode ser coisa do Diabo!





PTB Manifesta Publicamente sua Intenção de Lançar Candidatura Própria

16 08 2009

EXCLUSVIO PARA O DIÁRIO DE HERMES!

O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) deixou claro que irá lançar candidatura própria para prefeito de Itajaí. Na publicação anterior, A Tendência para uma Terceira Via em Itajaí, o presidente do PTB no município, João Armando, e o presidente do Movimento da Juventude Trabalhista itajaiense, Ricardo Aoki, afirmaram nos comentários que o partido deverá disputar o cargo máximo do executivo dessa cidade.

Outro destaque da publicação anterior, foi os comentários do Nelinho, grande homem do PPS e desta cidade. Nelinho declarou ser “cético em relação a questão política” principalmente na viabilidade de uma candidatura.

Quem lê o Diário de Hermes fica informado sobre grandes fatos da política! Você que “só deu uma passadinha”, ou tem a cara de pau de fazer “uma visitinha vez ou outra”, vai ficar para trás! Estamos na Era da Informação e da Informação Digital e os blogs fazem parte dessa Era.

Atenção! Quem ainda não leu os comentários do Nelinho, Aoki, João Armando, Rômulo Mafra e Iedo Jaques na publicação logo abaixo está perdendo uma boa leitura! Quero, enfim, aprovitar para agradecer os comentários desse povo (e também do Magru Floriano, Gerd Klotz, Rodrigo Silveira, Juliano Roberto,  Eduardo Assis, “Justus” e “Antonio”). Você que ainda não manifestou sua opinião está convidado. Mais! É exortado a comentar!

A DISCUSSÃO DEVE CONTINUAR!





O Estado para Engels

13 08 2009

Com esta publicação, volto com o costume frequente de compartilhar citações. Os objetivos desta prática são: 1- compartilhar informações e textos de relevância, sempre nos eixos de jornalismo, política, sociologia; 2- disseminar conhecimento e pensamentos de grandes autores que admiro e concordo; 3- discutir com outras pessoas sobre esses trechos. E as razões são: 1- sair um pouco das minhas pequenas idéias; 2- ter um alento nas produções textuais sem deixar os leitores sem novas publicações.

Pois bem, sem mais delongas, o trecho é de Friedrich Engels em A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884):

“O Estado não é pois, de modo algum, um poder que se impôs à sociedade de fora para dentro; tampouco é a ‘realidade da idéia moral’, nem ‘a imagem e a realidade da razão’ como afirma Hegel. É, antes, um produto da sociedade quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento; é a confissão de que essa sociedade se enredou numa irremediável contradição com ela própria e está dividida por antagonismos irreconciliáveis que não consegue conjurar. Mas para que esses antagonismos, essas classes com interesses econômicos colidentes não se devorem e não consumam a sociedade em uma luta estéril, faz-se necessário um poder colocado acima da sociedade, chamado a amortecer o choque e a mantê-lo dentro dos limites da ‘ordem’. Este poder, nascido da sociedade, mas posto acima dela, e dela se distanciando cada vez mais, é o Estado”





Sustentação de que trabalho, cara-pálida?

27 07 2009

Assim como em 2006, o presidente Lula vem pisando na bola e me fazendo refletir sobre o apoio que presto à pessoa do presidente e ao seu governo. Confira a asneira presidencial:

“Eu quero fazer justiça ao comportamento do senador Collor e do senador Renan, que têm dado uma sustentação muito grande aos trabalhos do governo no Senado.”

Antes de qualquer conclusão quero compartilhar, além da pérola do presidente, alguns significados que colhi no Dicionário Aurélio. 1- Justiça, segundo o pai-dos-burros, é “(…) a virtude de dar a cada um aquilo que é seu; Faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência”. 2- Trabalho é “(…) Atividade de caráter intelectual necessária a realização de qualquer tarefa (…); Qualquer obra realizada; (…) Esforço incomum, luta, faina, lida (…)”.

Observando o significado de Justiça, podemos concluir a injustiça proferida por Lula. Porque tanto Renan, quanto Collor merecem  justiça por todos os erros que cometeram em cargos públicos e não pelo apoio ao governo. Faltou, literalmente, o julgamento de acordo com a consciência política, consciência cívica, moral, ética… Talvez a definição de Trabalho ajude um pouco a salvar essas três figuras, talvez.

Prestem atenção que nos dois primeiros trechos retirados do dicionário, a palavra qualquer é utilizada: qualquer tarefa e qualquer obra. Pois bem, se o trabalho dos dois senadores é qualquer coisa, Lula poderia ter mencionado outros nomes que fazem qualquer coisa por aí (quem sabe todo o Senado) e não simplesmente os dois. Já o terceiro trecho, definitivamente, não se encaixa com nenhum dos dois senadores. Afinal, Fernando Collor (PTB) e Renan Calheiros (PMDB) só sabem o que é esforço, luta, faina, lida… em ano eleitoral.





Maquiavel Acima de Qualquer Ideologia

13 07 2009

Depois de me satisfazer com a leitura da análise de estrutura e conjuntura A Lógica do Eleitor – Reflexão sobre o processo eleitoral de 2008 no município de Itajaí, o autor Magru Floriano, me emprestou mais um de seus livros. O Príncipe em Itajhay é uma obra de filosofia política, adaptação do clássico O Príncipe de Maquiavel para a realidade de Itajaí. Este segundo livro, escrito em português antigo, me exigiu algumas releituras sobre Maquiavel.

Depois de ler algumas análises sobre Maquiavel e terminar a leitura do Capítulo I de O Príncipe em Itajhay, não tenho dúvida sobre as contribuições do filósofo italiano para a política. Por isso, quero colocar uma jogada aqui no Diário de Hermes. Começo pela citação de Maquiavel contido no Capítulo IIIAs Monarquias Mistas - de O Príncipe. A tradução é de Pietro Nassetti.

“Os homens mudam de governantes com grande facilidade, esperando sempre uma melhoria. Essa esperança os leva a se levantar em armas contra os atuais. E isto é um engano, pois a experiência demonstra mais tarde que a mudança foi para pior.”

Na citação maquiaveliana existem dois sujeitos: o atual governante (A) e o novo governante (B). Para Maquiavel, os homens insatisfeitos derrubam os atuais governantes (A) e esse novo governo, essa mudança, vem sempre para o pior (B).

Para concluir que Maquiavel está muito acima de toda e qualquer ideologia, vou adivinhar as conclusões de cada leitor. Para os que se dizem de esquerda, apoiadores do “Governo Popular”, ou vermelhos, a conclusão é a seguinte: O governante atual que é derrubado pela insatisfação popular é Volnei Morastoni (A) e a experiência de mudança que será comprovadamente pior é Jandir Bellini (B). Já para os que se dizem de direita, apoiadores do “Governo Democrático”, ou amarelos, a conclusão é inversa: a mudança frustrante já existiu, o governo de Volnei Morastoni (B), e agora a volta de Jandir Bellini (A) comprova a escolha equivocada do povo, mas que agora voltou atrás.





Vicente Matheus, eterno Presidente do Corinthians

11 07 2009
Vicente Matheus abraçando a taça do Campeonato Paulista

Vicente Matheus abraçando a taça do Campeonato Paulista de 1977

 Em meio a torcida alvi-negra, ele parecia mais um vovozinho aposentado nos jogos do Timão. Um careca brigão, irritado e irritante, mas que a cada bela jogada do Corinthians deixava escapar seu sorriso dócil de vovô. Com seu jeitão simples (muitas vezes ignorante), sua paixão pelo clube e seu sotaque espanhol Vicente Mathues Bathe é o maior e mais emblemático presidente da história do Sport Club Corinthians Paulista.

Vicente Matheus nasceu na Espanha em 1908, naturalizou-se brasileiro quando chegou a São Paulo em 1914.  Tornou-se um grande empresário paulista nos ramos da mineração e construção civil. Presidente do Corinthians por oito mandatos, comandou o clube pela primeira vez em 1959. Em 1972 voltou à presidência do Timão de Parque São Jorge e permaneceu até 1991. Neste mesmo ano elegeu sua esposa, Marlene Matheus, para presidir o Coringão por mais 2 anos. Vicente Matheus morreu vítima do câncer aos 88 anos, em 8 de fevereiro de 1997.

Suas frases célebres marcaram a história do futebol brasileiro. Por isso, depois de uma semana cheia de fatos sérios e muita política, quero deixar aos leitores do Diário de Hermes um momento mais humorístico. Se Vicente Matheus foi autor de todas essas pérolas, ou simplesmente levou a fama, não se pode afirmar. O melhor mesmo é se divertir!

“Minha gestação foi a melhor que o Corinthians já teve.”

“Tive uma infantilidade muito difícil.”

“Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.”

“Haja o que hajar o Corinthians vai ser campeão.”

“Peço aos corinthianos que compareçam às urnas para naufragar nossa chapa.”

“Quem está na chuva é para se queimar.”

“Comigo ou sem migo o Corinthians será campeão.”

“O difícil, como vocês sabem, não é fácil.”

“Faca de dois legumes.”

“O jogo só acaba quando termina.”

“Depois da tempestade, vem a ambulância.”

“Péra lá! Me inclua fora dessa!”

“Esse é um resultado que agradou a gregos e napolitanos.”

“Gostaria de agradecer à Antarctica pelas Brahmas que nos mandaram”

“O Sócrates é invendível, incomprável e imprestável!”

 

Bom final de semana para todos!





Deputados aprovam mudanças na Legislação Eleitoral

9 07 2009

Para entendimento de todos publico dois trechos de duas matérias da Agência Câmara. Depois publico meu comentário.

Deputados aprovam substitutivo de reforma eleitoral

“O Plenário aprovou o substitutivo do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) ao projeto de lei da reforma eleitoral (PL 4598/09), que muda diversas regras das campanhas eleitorais e permite o uso da internet. Os deputados começam a analisar agora os destaques para votação em separado apresentados ao texto.”

Reforma eleitoral pode ser votada nesta quarta-feira

“A matéria provocou polêmica durante a discussão em Plenário. O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) criticou o projeto por tentar regular o uso da internet. Além disso, estranhou que a proposta não tenha passado por qualquer comissão. Já o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) argumentou que o texto foi elaborado com participação coletiva e não contém restrição à internet. “Ao contrário, ela será o veículo com maior liberdade”, garantiu.
O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que as regras para o uso da internet são o ponto alto do projeto. “O resto são pequenas modificações, reforminhas que nada têm de substantivo”, declarou. Segundo ele, as novas regras vão estimular a participação política dos cidadãos. Caiado previu um amplo uso de blogs e do twitter, reduzindo a alienação do eleitor. “Essa é a beleza da internet”, disse.
Apesar de considerar que o projeto traz avanços, o líder do PDT, Brizola Neto (RJ), também criticou a tentativa de enquadrar a internet . “Ela é um território livre, democrático, anárquico; não há possibilidade de controlar a anarquia”, opinou. Ele advertiu que a tentativa tende ao fracasso e embute o risco de uso de sites de outros países.
O líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), sustentou que não há necessidade de regular a internet.”

Primeiramente quero deixar claro aos blogueiros e comentaristas de plantão que as opiniões exprimidas em blogs, twitter e orkut estarão liberadas. Do mesmo modo que estarão sujeitas a processos judiciais. As mudanças irão afetar os portais e sites comerciais, quem lucra com os serviços prestados na internet. Fica proibida a propaganda eleitoral nesses sites, além do respeito de igualdade aos candidatos. Ou seja, ao fazer uma entrevista o site deve dar o mesmo espaço a todos os candidatos.

Acredito que essas mudanças na lei são positivas para a democracia. Porque não podemos afirmar os atuais poderes e consequencias da internet. A internet ainda é um mistério e uma grande descoberta para todos, inclusive os mais antenados. Assim como sou a favor da obrigatoriedade do voto e do sistema de República Presidencialista. Futuramente, quando a democracia estiver melhor consolidada, poderemos desobrigar as pessoas do voto, sermos uma República Parlamentarista e não regulamentar o uso da internet e outros meios de comunicação nas campanhas. Por enquanto é cedo! Editado 9 de julho: Vale lembrar que essas mudanças ainda terão de ser aprovadas pelo Senado.

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Ontem, quarta-feira (8 de junho de 2009), foi um dia de recorde para o Diário de Hermes. Conseguimos 108 visitas! Vejo que o grande sucesso foi a análise sobre a Operação Influenza. Para aqueles que gostaram, criei a Classificação com o nome Análises é só clicar aqui e conferir outras mais antigas. Por este sucesso, agradeço a todos aqueles que comentaram e contribuíram e pelos visitas.








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