Voltar sempre é bom

10 11 2009

Sempre é muito bom voltar para aquilo que você gosta de fazer. Este blog, para mim, é isso: um gosto, um prazer. Escrever sempre foi e sempre vai ser um constante exercício, praticado com gosto!

Mas o leitor deve estar se perguntando, por onde andou esse rapaz? Pensou em desistir do blog? Deu um tempo pra cabeça e parou de escrever? Nenhuma das duas opções. O autor deste espaço democráticopassou um certo tempo debruçado em uma reportagem para a revista Palavra de Jornalista. A edição sobre moda deve ser impressa até o final do mês. Quem sabe, mais próximo do final deste ano não publico a reportagem por aqui?

Além disso, a universidade me tomou tempo com o gênero opinativo de jornalismo. A crônica da publicação anterior é resultado disso. Mas não só! Meu novo passatempo é o texto caricato. Venho escrevendo uma espécie de coluna diária, nos moldes do sábio macaco Simão. Textos que, por enquanto, vão permanecer em off, afinal ninguém gosta de ser satirizado, não é mesmo?

O mais certo de tudo é que estou de volta e espero contar com a ajuda de todos! Um abraço a todos!





Manifesto Internet: Como o Jornalismo Funciona Hoje

21 09 2009

1. A Internet é diferente.

Ela produz diferentes esferas de público, diferentes termos de troca e diferentes competências culturais. Os media têm de adaptar os seus métodos de trabalho à realidade tecnológica atual, em vez de a ignorarem ou desafiarem. É o seu dever desenvolverem a melhor forma possível de jornalismo, com base na tecnologia disponível. Isto inclui novos produtos e métodos jornalísticos.

2. A Internet é um império dos media tamanho de bolso.

A Internet reorganiza as estruturas dos media já existentes ao transcender os seus limites anteriores e oligopólios. A publicação e disseminação dos conteúdos já não estão ligadas a investimentos avultados. A própria concepção do jornalismo está, felizmente, a ser esvaziada da sua função de guardiã. Tudo o que resta é a qualidade jornalística através da qual o jornalismo em si se distingue da mera publicação.

3. A Internet é a nossa sociedade é a Internet.

As plataformas com base na Web, como as redes sociais, Wikipedia ou o Youtube tornaram-se parte da vida diária para a maioria das pessoas no mundo ocidental. São tão acessíveis como o telefone ou a televisão. Se as empresas de comunicação social querem continuar a existir, têm de perceber a vida e o mundo dos utilizadores de hoje e têm de se render às suas formas de comunicação. Isto inclui formas básicas da comunicação social: ouvir e responder, também conhecido por diálogo.

4. A liberdade da Internet é inviolável.

A arquitetura aberta da Internet constitui a lei básica das Tecnologias da Informação, de uma sociedade que comunica de forma digital e, consequentemente, do jornalismo. Pode não ser alterada em nome da protecção especial de interesses comerciais ou políticos, muitas vezes escondidos sob a falsa pretensão do interesse público. Independentemente da forma como se faz, bloquear o acesso à Internet ameaça a livre circulação de informação e corrompe o nosso direito fundamental a um nível autodeterminado de informação.

5. A Internet é a vitória da informação.

Devido a tecnologia inadequada, as empresas de comunicação social, os centros de investigação, as instituições públicas e outras organizações compilavam e classificavam, até agora, a informação mundial. Hoje, qualquer cidadão pode definir o seu próprio filtro noticioso, enquanto os motores de busca mergulham em tesouros de informação de uma magnitude nunca antes conhecida. Os indivíduos podem agora informar-se melhor do que nunca.

6. A Internet muda melhora o jornalismo.

Através da Internet, o jornalismo pode cumprir o seu papel socioeducativo de uma nova forma. Isto inclui a apresentação de informação como algo em constante mudança, num processo contínuo; o preço da inalterabilidade dos media impressos é um benefício. Aqueles que querem sobreviver neste novo mundo da informação precisam de um novo idealismo, novas ideias jornalísticas e de um sentido de prazer na exploração deste novo potencial.

7. A Internet requer gestão de ligações.

Ligações são conexões. Conhecemo-nos uns aos outros por ligações. Aqueles que não os utilizam excluem-se do discurso social. Isto também é válido para os sítios Web das empresas de comunicação social tradicionais.

8. Ligações recompensam, citações enfeitam.

Os motores de busca e os agregadores facilitam o jornalismo de qualidade: impulsionam a descoberta de conteúdos notáveis a longo prazo e são também parte integrante da nova, interligada esfera pública. As referências através de ligações e citações – incluindo especialmente as que são feitas sem qualquer autorização ou mesmo remuneração da autoria – possibilitam, em primeiro lugar, a própria cultura do discurso social em rede. São merecedores, por todos os meios, de protecção.

9. A Internet é um novo palco para o discurso político.

A Democracia prospera com a participação e a liberdade de informação. Transferir a discussão política dos meios tradicionais para a Internet e alargar este debate, pelo envolvimento da participação ativa do público, é uma das novas tarefas do jornalismo.

10. Hoje, liberdade de imprensa significa liberdade de opinião.

O Art. 5º da Constituição alemã não contempla direitos protetores para profissões ou modelos de negócio tecnicamente tradicionais. A Internet ultrapassa as barreiras tecnológicas entre o amador e o profissional. É por isto que o privilégio da liberdade de imprensa se deve aplicar a todos os que possam contribuir para a concretização das tarefas jornalísticas. Em termos qualitativos, não deve ser feita distinção entre jornalismo pago e não pago, mas sim entre bom e mau jornalismo.

11. Mais é mais – não existe algo como demasiada informação.

Era uma vez, instituições como a Igreja davam prioridade ao poder sobre o conhecimento individual e avisaram que iria surgir um fluxo de informação transbordante quando foi inventada a imprensa. Por outro lado existiam os panfletários, enciclopedistas e jornalistas que provavam como mais informação leva a mais liberdade, ambas para o indivíduo como para a sociedade enquanto um todo. Até aos dias de hoje, nada mudou a este respeito.

12. A Tradição não é um modelo de negócio.

Pode-se ganhar dinheiro na Internet com conteúdos jornalísticos. Já existem muitos exemplos destes, hoje. Mas, porque a Internet é selvaticamente competitiva, os modelos de negócio têm de ser adaptados à estrutura da Net. Ninguém deve tentar esquivar-se desta adaptação essencial através da criação de políticas para preservar o status quo. O jornalismo precisa de concorrência livre para as melhores soluções de refinanciamento na Internet, a par de coragem para investir numa implementação multifacetada destas soluções.

13. Os direitos de autor tornam-se um dever cívico na Internet.

Os direitos de autor são o fundamento da organização da informação na Internet. Os direitos do autor sobre o tipo e espectro de disseminação dos conteúdos são também válidos para a Net. Ao mesmo tempo, os direitos de autor não podem ser utilizados de forma abusiva enquanto alavanca para salvaguardar mecanismos de distribuição obsoletos e para excluir novos modelos de distribuição ou esquemas de licenciamento. A propriedade implica obrigações.

14. A Internet tem muitas moedas.

Os serviços jornalísticos online financiados através de publicidade oferecem conteúdo em troca de um efeito de atenção. O tempo de um leitor, telespectador ou ouvinte é valioso. Na indústria do jornalismo esta correlação foi sempre um dos princípios fundamentais do financiamento. Outras formas de refinanciar, jornalisticamente justificáveis, têm de ser criadas e testadas.

15. O que está na Net fica na Net.

A Internet está a elevar o jornalismo para um novo nível qualitativo. Online, texto, som e imagens não têm mais de ser temporários. Permanecem acessíveis, ao mesmo tempo que constroem um arquivo da história contemporânea. O jornalismo tem de ter em conta o desenvolvimento da informação, a sua interpretação e os seus erros, isto é, tem de admitir os seus erros e corrigi-los de forma transparente.

16. A qualidade permanece a mais importante das qualidades.

A Internet exibe grandes quantidades de conteúdos homogêneos. Só aqueles que se destacam, que são credíveis e excepcionais, vão ganhar seguidores constantes a longo prazo. As exigências dos utilizadores aumentaram. O jornalismo tem de as satisfazer e continuar a seguir os seus próprios princípios frequentemente formulados.

17. Tudo para todos.

A Internet constitui uma infraestrutura para uma mudança social, superior à dos meios de comunicação de massa do Séc.XX: Quando tem uma dúvida, a “geração Wikipedia” é capaz de dar valor à credibilidade de uma fonte, é capaz de seguir a notícia até à sua fonte original, pesquisá-la, verificá-la e avaliá-la – sozinha ou como parte de um esforço conjunto. Os jornalistas que ignoram isto e que não querem respeitar estas competências não são levados a sério por estes utilizadores da Internet. E com razão. A Internet possibilita a comunicação direta com aqueles que eram conhecidos como receptores – leitores, ouvintes e espectadores – e permite tirar partido dos seus conhecimentos. Não são os jornalistas que sabem tudo que são procurados, mas sim aqueles que comunicam e investigam.

Versão original retirada deste link.





Luis Nassif fala da Revolução provocada pela Internet

18 09 2009

No palco do Teatro Adelaide Konder, o jornalista Luis Nassif apresentou a revolução contra os grandes meios de comunicação puxada pela internet e a blogosfera. ”Com a internet você tem uma virada completa. Ficou fácil entrar e competir com os jornais, se você sabe fazer jornalismo”. A palestra da noite de hoje, faz parte da Semana da Comunicação na Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Nassif iniciou discorrendo sobre o papel dos grandes meios de comunicação, como verdadeiros mediadores entre os três poderes e a sociedade. “Esse modelo jornalístico criou o triângulo de poder em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. (…) a opinião pública se concentra em 3 ou 4 veículos (…) isso limita a discussão aprofundada”. Para o jornalista, os blogs jornalísticos estão transformando essa concentração midiática em fumaça.

Como vencedor do prêmio Ibest de melhor blog de Política, Luis Nassif não deixou de falar sobre o assunto. O blogueiro desferiu críticas à política brasileira, movida por interesses individuais: ”No Brasil, nós não temos partidos políticos, temos aglomerados”. E sobre a primeira eleição brasileira na internet 2.0, Nassif foi enfático e declarou que “essa próxima campanha vai ser uma guerra, vem uma guerra suja”.

Surpreendentemente, o palestrante Luis Nassif, formado em Jornalismo pela ECA-USP, também declarou: “Nunca gostei de cursar Jornalismo, cursei pela obrigatoriedade do diploma”; e mais: “o curso não serviu para nada, aprendi muito mais em 6 meses no jornal”. Mesmo assim, Nassif declarou ser importante os cursos de comunicação hoje e que eles serão ainda mais importantes se adequarem os estudos para as possibilidades da inernet.





Luis Henrique Amaral na Semana da Comuncação

15 09 2009

“A internet é o lugar perfeito para você reclamar”, assim conceituou Luis Henrique Amaral na palestra de abertura da Semana da Comunicação da Univali, no Teatro Adelaide Konder. O Impacto da Web 2.0 no Meio Corporativo e no Governo foi o tema tratado através de vários exemplos pelo jornalista e sócio da Agência Máquina Comunicação Corporativa Integrada, nesta segunda-feira.

Luis Henrique Amaral mostrou dados de diversas pesquisas e desenhou um cenário em crescente vantagem para a internet. Ainda mais, que, segundo Amaral, ”o Brasil é um fenômeno em termos de internet” com participação massiva dos internautas em redes sociais. Luis Henrique apontou que 72% dos internautas pesquisam sobre a credibilidade da marca na internet e que 52% deles publica suas frustrações e problemas com empresas em redes sociais. Alertou sobre os perigos de perda de controle e vulnerabilidade da marca, mas mesmo assim frisou a imprescindível importância da presença das empresas no relacionamento na internet.

Aos estudantes da Univali, das quatro habilitações (Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Fotografia e Relações Públicas), Amaral alertou: “o novo profissional de comunicação tem que transitar em todas as áreas”. Por fim, mostrou casos de empresas que souberam utilizar de forma eficiente as possibilidades da web 2.0 e, também, aquelas que saíram perdendo no relacionamento com o consumidor.





Blog do Planalto: um tiro no pé!

11 09 2009

O Blog do Planalto estreou no dia 31 de agosto, um dia bem tumultuado. Já não bastasse toda a discussão que o Blog da Petrobras rendeu,mais ainda o “blog do presidente”. Só pelo fato da estréia do blog, já teria assunto para controvérsias. Mais ainda, porque o Blog do Planalto não abre espaço para comentários. E é aí que a Secretaria de Comunicação da Presidência engatilhou o revolver contra o próprio pé.

O blog é uma das ferramentas mais populares na web. Ele faz parte da Web 2.0, ou seja, a evolução da internet que permite ao usuário (navegador) ser produtor de algum conteúdo, ou colaborador, na rede. O blog pode ser classificado como uma Mídia Social. Mídias Sociais são redes de interação entre os participantes, onde existe diálogo, troca de idéias, experiências, opiniões, ou, simplesmente, compartilhamento de links. Outros exemplos de Mídias Sociais são Twitter, Orkut e Facebook. E, por esse motivo, vejo que o Blog do Planalto não foi uma boa estratégia.

Por ser uma mídia colaborativa e ter como grande sacada a relação próxima ao leitor é que o Blog do Planalto só é blog, verdadeiramente, no nome. Parece mais um portal de notícias vindas diretamente do Palácio do Planalto do que um blog. Não existe interação com seu público. O máximo que o leitor pode fazer é sinalizar se gostou ou não da matéria publicada.

Se aproveitando disso, foi criada uma cópia do blog oficial que permite comentários. Como exemplo da participação massiva, a publicação “O Dia da Independência pelo Brasil” recebeu 150 comentários! Além disso, o Blog do Planalto sem comentários (no sentido literal e não na expressão) abre espaço para críticas severas. A equipe que trabalha nele tem bons textos, utiliza bem os recursos de fotografia, aúdio e vídeo, além de linkagem, mas peca no impedimento aos comentários. Uma postura pouco democrática para o mais alto cargo da democracia brasileira.





Porto de Itajaí recebe autorização do TCU para reconstrução

27 08 2009

O Tribunal de Contas da União aceitou o caráter de emergência nas obras de reconstrução do Porto de Itajaí. Com a decisão, a Secretaria Especial de Portos pode refazer o contrato e incluir o aditivo para as empresas do consórcio TSSC. Outra novidade é que no parecer do procurador Lucas Rocha Furtado a empresa arrendatária do porto, Teconvi, deve assumir o custeio de parte da obra referente ao berço 1. Enfim, as coisas parecem melhorar para todo o povo de Itajaí.

Na sexta-feira está prevista outra decisão importante para Itajaí e os trabalhadores portuários: a decisão da Antaq sobre a mão-de-obra do Terminal Portuário de Navegantes. Esperemos que essa maré de sorte traga mais uma boa notícia.

Viva o país da burocracia!

Uma simples questão que poderia ter sido resolvido em menos de uma semana, se arrastou por quase um mês. Com isso, as empresas responsáveis pela obra retiraram seus funcionários da cidade e suas máquinas. A obra emperrou, mais uma vez. Depois de muitas conversas, muitos desgastes políticos-eleitoreiros-desnecessários, o TCU decide liberar a verba para a reconstrução dos berços destruídos pela enchente.

As barreiras burocráticas impedem obras importantes, prejudicam vidas e atrasam o país. Não é apenas o caso do nosso porto. A duplicação do trecho sul da BR-101 e a Via Expressa Portuária são exemplos atuais e incômodos. Casos bizarros de pessoas que recorrem a justiça para provarem que estão vivas. Hoje, o único caso isento da massacrante burocracia brasileira é a aposentadoria. De acordo com a Previdência Social, leva apenas uma hora para efetuar o processo.

Informações complementares

O “Professor Blogueiro”, Magru Floriano, publicou informações relevantes sobre a saída dos armadores do Porto de Itajaí para outros portos. Clique aqui e leia o post HERANÇA.





Agradecimento merecido

19 08 2009

Acredito que uma das coisas que a blogsfera cativa muito mais do que os jornais e revistas é a aproximação entre autor/blogueiro e leitores/comentaristas. E um dos pressupostos de sucesso no blog pessoal é a sua relação com os leitores e o respeito pela opinião deles. Por isso, algumas vezes utilizei este espaço para agradecer.

Hoje faço isso mais uma vez. Agradeço pelos quase 80 acessos diários, pelos 23 comentários recebidos na última semana. E principalmente pelos mais de 3 mil acessos em um pouco mais de 2 meses no WordPress. Agradeço a todos que estão contruindo uma sociedade mais democrática.





Algumas anotações depois de um dia sem internet

18 08 2009

IBGE

Itajaí continua crescendo em número de habitantes, mesmo com a enchente e os problemas no porto o fluxo migratório não se interrompeu. Em uam década a cidade cresceu 18,5%. Nos últimos meses, começamos a observar o crescimento vertical da nossa cidade. Nos bairros construções de condomínios, prédios com mais de dez andares. Destaque maior para a belíssima Bombinhas que cresceu mais de 100%.

Símbolos Religiosos

O Ministério Público Federal quer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas. Enquanto o MPF se ocupa com a repressão contra símbolos de culto religioso, como os crucifixos, José Sarney não está sendo investigado por nepotismo, prática condenada pelo Ministério Público. Além de projetos como esse, existem outras pessoas querendo restringir a liberdade de culto para dentro dos templos religiosos. Ou seja, nada de procissões, passeatas, ou shows religiosos.

Gipe A

Tem algo estranho em Santa Catarina. Enquanto os estados do Paraná e Rio Grande do Sul estão com mais de 30 casos da nova gripe, nosso estado só tem 6 casos? Aqui em Balneário Camboriú estão quase todos os casos do estado, então? E aqui em Itajaí, secretária Dalva, quantos casos realmente temos? Divulgar os números corretamente não é causar pânico nas pessoas. É preferível o espanto das pessoas com os números reais de casos, do que a tranquilidade induzida pelas autoridades.

Discussão política

Por sugestão do leitor Iedo Jaques, que comentou sobre a importância de discutir a reforma eleitoral, compartilho com todos os leitores dois textos de setembro de 2007 daqui do Diário de Hermes. O primeiro texto de 21 de setembro é (In)Fidelidade Partidária; no dia seguinte publiquei o texto Uma Mudança no sistema eletivo. É só clicar nos títulos e você irá conferir esses textos. Vão completar 2 anos, mas continuam atuais.

Problemas técnicos

Ontem passei todo o dia off-line por alguns problemas técnicos. Estou de volta e não se preocupem, porque o Diário de Hermes não pára.





PTB Manifesta Publicamente sua Intenção de Lançar Candidatura Própria

16 08 2009

EXCLUSVIO PARA O DIÁRIO DE HERMES!

O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) deixou claro que irá lançar candidatura própria para prefeito de Itajaí. Na publicação anterior, A Tendência para uma Terceira Via em Itajaí, o presidente do PTB no município, João Armando, e o presidente do Movimento da Juventude Trabalhista itajaiense, Ricardo Aoki, afirmaram nos comentários que o partido deverá disputar o cargo máximo do executivo dessa cidade.

Outro destaque da publicação anterior, foi os comentários do Nelinho, grande homem do PPS e desta cidade. Nelinho declarou ser “cético em relação a questão política” principalmente na viabilidade de uma candidatura.

Quem lê o Diário de Hermes fica informado sobre grandes fatos da política! Você que “só deu uma passadinha”, ou tem a cara de pau de fazer “uma visitinha vez ou outra”, vai ficar para trás! Estamos na Era da Informação e da Informação Digital e os blogs fazem parte dessa Era.

Atenção! Quem ainda não leu os comentários do Nelinho, Aoki, João Armando, Rômulo Mafra e Iedo Jaques na publicação logo abaixo está perdendo uma boa leitura! Quero, enfim, aprovitar para agradecer os comentários desse povo (e também do Magru Floriano, Gerd Klotz, Rodrigo Silveira, Juliano Roberto,  Eduardo Assis, “Justus” e “Antonio”). Você que ainda não manifestou sua opinião está convidado. Mais! É exortado a comentar!

A DISCUSSÃO DEVE CONTINUAR!





A Tendência para uma Terceira Via em Itajaí

14 08 2009

Lendo o post do Blog do Magru, Esboço de uma análise do cenário político de Itajaí, concluí ser útil trazer algumas idéias que vinha discutindo com meu grande amigo Juliano Roberto. O assunto era as eleições municipais de 2012 e o suposto sucessor de Jandir Bellini. Já que, em tese, o atual prefeito não teria interesse e nem fôlego para mais um mandato.

A primeira parte da conversa foi na definição dos candidatos representantes dos dois grupos que disputaram a eleição em 2008. No eixo amarelo, direitista, encabeçado pelos partidos PP e DEM o nome mais audível é o da vice-prefeita Dalva Rhenius. O problema é que Dalva não vem se destacando em seu trabalho na Secretaria de Saúde e sofre de leve rejeição interna. Pode-se, então, apresentar outros dois nomes: Guto Dalçoquio e Luiz Carlos Pissetti. Guto foi descartado, até porque desde a disputa como vice ao lado de Macagnan, o empresário se distanciou do cenário político. Sobra, portando, o presidente da Câmara de Vereadores Pissetti. O democrata tem boa retórica, grande conhecimento e disposição para a disputa.

No lado vermelho, esquerdista, do Partido dos Trabalhadores o nome forte é do ex-prefeito Volnei Morastoni. Para que sua candidatura se torne viável, Volnei precisa de uma votação expressiva para deputado estadual. Caso Morastoni seja rejeitado pelas urnas, o segundo nome é do vereador Níkolas Reis. Níkolas é jovem, guerreiro e provou que é bom de voto. Talvez o esmerado vereador seria uma nova esperança para voltar a brilhar a estrela vermelha na cidade de Itajaí.

As duas candidaturas, não importando o nome principal da chapa, se digladiariam tanto, ou até mais, que em 2008. A briga seria feia: porrada daqui e de lá. Além disso, deve-se levar em conta a imagem desgastada pelos anos de governo das duas candidaturas. Abre-se, então, um espaço para um terceira via competente. Assim como aconteceu com Décio Lima na campanha de 1996 em Blumenau. O petista era o azarão e levou a disputa por culpa dos dois principais candidatos que praticaram um suicídio eleitoral.

Nomes para essa candidatura não faltam em Itajaí. O PPS tem Nelinho, o PV tem João Martins, o PDT tem Marcelo Sodré e agora tem também o nome de José Roberto Provesi. Terceira via de arrebentar seria mesmo uma coligação entre PDT/PPS/PV e quem sabe até o jovem comitê do PTB para reforçar. Uma aliança fortíssima, com grandes condições de desbancar Dalva, Pissetti, Guto, Volnei e Níkolas (não juntos, claro!). Nelinho é respeitado e reconhecido por todos os itajaienses de cultura política. João Martins é um militante aguerrido e voraz. Marcelo Sodré tem grande destreza na articulação política. E José Roberto Provesi tem larga experiência em administração, afinal comandou a maior universidade do estado.

Por isso, como blogueiro analítico e não provocador, nem fofoqueiro, só tenho argumentos para reafirmar as condições de uma terceira via competente em Itajaí. Quem sabe, assim como Blumenau se beneficiou com a vitória do “azarão” Décio Lima, Itajaí também não pode se beneficiar da sua terceira via?








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