A Cobra do PMDB

30 07 2009

A capa da Revista Veja desta semana está imperdível! Mesmo não compartilhando da linha editorial da revista e tendo críticas à postura ideológica, confesso que apreciei a matéria de capa desta semana. PMDB: Como um símbolo da democracia virou o partido do fisiologismo, engoliu a política em Brasília, deu nó até em Lula e pode decidir a eleição presidencial de 2010.

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A capa da revista mostra o Partido do Movimento Democrático Brasileiro como uma grande cobra que engoliu o Congresso e entrelaça o Palácio do Planalto. A cobra no vocabulário popular remete à traição, para se alimentar ela quebra os ossos de sua presa e consegue engolir animais de tamanhos médios. Assim aconteceu com Fernando Collor, que desprezou o PMDB, e teve seus ossos quebrados. Lula, do Palácio do Planalto vê a cobra enroscada à Explanada dos Ministérios e o congresso engolido pela bancada peemedebista, que agora o digere e destrói.

Desde Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, o partido nunca mais teve uma liderança nacional firme e que unisse todas as células do partido. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-RS) classificou o partido como “uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse (…)”. De fato, hoje o PMDB não tem um projeto político, uma postura definida, sequer uma unidade partidária.

A fragmentação do partido afeta não só a cúpula nacional. Regionalmente o PMDB é uma cobra gigante e fragmentada. Em Itajaí, o partido tem dois núcleos fortes que se alternam na comando do partido: o grupo de Eliane Rebelo e o grupo de Arnaldo Schmitt Júnior. Assim também no estado de Santa Catarina, onde o grupo de governador Luiz Henrique da Silveira anunciou a pré-candidatura de Eduardo Pinho Moreira e sinaliza a continuidade na tríplice aliança. Já o outro grupo, centrados nas figuras do ex-governador Paulo Afonso, gostariam mesmo de uma aliança com a turma de Ideli Salvati.

Além da divisão intrapartidária, outra característica que se repete nas regiões é a constante permanência no poder. O PMDB, desde a redemocratização do país, esteve presente em todos os governos, não importando o presidente. Aqui em Itajaí, Eliane Rebelo foi vice-prefeita de Volnei Morastoni, conseguiu a Secretaria de Educação, a chefia de gabinete, além do Porto. O partido esteve, em parte, dando apoio a reeleição de Morastoni, indicou João Roberto Schmitt para vice, mas agora entra para o governo Jandir Bellini. Da mesma forma com as eleições presidenciais de 2005. Oficialmente, o PMDB apoiou Lula, mas uma parcela de seus caciques esteve do lado de Geraldo Alkmin.

Quero concluir apenas citando a decepção de tantos emedebistas que sonharam com um Brasil justo e democrático. Homens e mulheres filiados ao movimento as disputas bipartidárias na Ditadura Militar. Hoje, assim como o senador Vasconcelos, se envergonham da postura fisiológica, oportunista, de seu partido. Sorte de muitos deles não terem vivido para presenciar.





Uma reflexão sobre a blogsfera em Itajaí

29 07 2009

Quase diariamente, viajo pela blogsfera. Alguns blogs que visito (e passo grande tempo) nem estão relacionados aí no lado direito. São blogs que comentam política nacional, sociologia, comunicação. No Blogroll dou preferência aos blogs regionais e dos amigos e professores da faculdade. Esses endereços da coluna ao lado também visito e monitoro como fontes de informação e inspiração.Principalmente os blogs desta coluna aqui do lado e outros blogs locais que me fizeram refletir e escrever sobre isso.

Itajaí é uma cidade que passou por um processo democrático-eleitoral muito forte, muito disputado. Isso fortaleceu a mobilização política na cidade. Assim sendo, os blogs também entraram nessa discussão e foram fortalecidos com o processo.

Hoje os blogs que comentam sobre a política nessa cidade são muito bem construídos e administrados. Muita gente importante tem blog. Assessor de vereador, ex-secretário municipal, assessor de comunicação, colunista de jornal, apresentador de televisão, professor universitário, radialista, conselheiro, funcionário municipal (efetivo e de confiança), bacharel, vereador, advogado… e olha que tem blogueiro que se encaixa em vários desses perfis! Não é mais brincadeira!

Por isso, quando observo a média de 40 visitas por dia no Diário de Hermes, não fico descontente. Afinal, não tenho cargo público, não tenho relevância como figura política, não sou filiado a nenhum partido, ainda nem sou formado em jornalismo! Fico feliz! Fiz parcerias com blogueiros de relevância na cidade, conquistei um espaço, participei de alguns debates importantes. Estou, aos poucos, construindo por mim mesmo, por minhas palavras, uma credibilidade e um arquivo para o futuro.

Agradeço aos visitantes fiéis! Agradeço a todos aqueles que me ajudaram a trilhar esses primeiros passos. Uma marca minha vai ser sempre a gratidão e o respeito. Obrigado aos discordantes que me fazem crescer e aos apoiadores que me dão sustento e ânimo. Valeu!





Início de mais um semestre

28 07 2009

Como se não bastasse o dia frio e a noite chuvosa, hoje foi o início de mais um semestre letivo para os alunos da Univali. Assim também para os acadêmicos de jornalismo, como eu (que enfrentei frio e chuva peguei o transporte coletivo e confirmei presença na aula).

Para o sexto período de Jornalismo, a segunda foi de Teorias e Métodos de Pesquisa em Comunicação com o Professor Doutor Rogério Christofoletti – professor titular do Mestrado em Educação da Univali, coordenador do Monitor de Mídia, doutorado em Ciências da Comunicação pela USP. Para aqueles que não tem a mesma sorte que eu e meus colegas, indico para vocês o Monitorando (blog do professor Rogério) e o twitter dele também.





Sustentação de que trabalho, cara-pálida?

27 07 2009

Assim como em 2006, o presidente Lula vem pisando na bola e me fazendo refletir sobre o apoio que presto à pessoa do presidente e ao seu governo. Confira a asneira presidencial:

“Eu quero fazer justiça ao comportamento do senador Collor e do senador Renan, que têm dado uma sustentação muito grande aos trabalhos do governo no Senado.”

Antes de qualquer conclusão quero compartilhar, além da pérola do presidente, alguns significados que colhi no Dicionário Aurélio. 1- Justiça, segundo o pai-dos-burros, é “(…) a virtude de dar a cada um aquilo que é seu; Faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência”. 2- Trabalho é “(…) Atividade de caráter intelectual necessária a realização de qualquer tarefa (…); Qualquer obra realizada; (…) Esforço incomum, luta, faina, lida (…)”.

Observando o significado de Justiça, podemos concluir a injustiça proferida por Lula. Porque tanto Renan, quanto Collor merecem  justiça por todos os erros que cometeram em cargos públicos e não pelo apoio ao governo. Faltou, literalmente, o julgamento de acordo com a consciência política, consciência cívica, moral, ética… Talvez a definição de Trabalho ajude um pouco a salvar essas três figuras, talvez.

Prestem atenção que nos dois primeiros trechos retirados do dicionário, a palavra qualquer é utilizada: qualquer tarefa e qualquer obra. Pois bem, se o trabalho dos dois senadores é qualquer coisa, Lula poderia ter mencionado outros nomes que fazem qualquer coisa por aí (quem sabe todo o Senado) e não simplesmente os dois. Já o terceiro trecho, definitivamente, não se encaixa com nenhum dos dois senadores. Afinal, Fernando Collor (PTB) e Renan Calheiros (PMDB) só sabem o que é esforço, luta, faina, lida… em ano eleitoral.





Mais uma decepção para o itajaiense

23 07 2009

Se você itajaiense achava que as coisas estavam feias, pois é, parece que vai piorar. A simples dragagem do leito do rio Itajaí-Açu ainda não foi concluída e agora aparece mais um impedimento na sua conclusão. Pensar em reconstrução do porto ou retomada n0 ritmo de movimentação portuária? Impossível!

Sendo assim, a economia desta cidade vai para o buraco: desemprego, dívidas, calote. Diante dessa última decepção o itajaiense se vê sem esperanças, desmotivado. Dizer o que? Reclamar de quem? E pra quem chorar as mágoas?

Tempos difíceis estão por vir, piores do que este. Sem mais o que escrever, decepcionado.





Diário de Hermes completa 2 anos

22 07 2009

Em míseros dois anos, este blog já percorreu muito mais do que poderia imaginar o seu autor no dia 22 de julho de 2007. Era um dia meio chuvoso, estava de férias da faculdade e resolvi me arriscar no mundo das tecnologias (coisa que nunca tive muita vontade). Minha internet ainda era discada, sem brincadeira. Incentivado por alguns professores, especialmente o Magru Floriano – que explicou a importância de se escrever todos os dias e ganhar um ritmo maior nos textos.

Era uma brincadeira de criança crescidinha. Escrevia o que bem entendia, da forma que achava melhor. Poucas pessoas liam, muitos amigos e alguns desconhecidos. Os primeiros meses no ano de 2007 foram tranquilos. E com o fim de 2007, o ano de 2008 guardava muitas emoções! O blog que era apenas um exercício de um foca, acabou sendo instrumento de transformação social e ajuda as pessoas. Primeiro, as eleições municipais em Itajaí. Analisando toda a campanha, a postura dos candidatos e o comportamento da mídia. Quando as coisas pareciam mais calmas, veio a enchente de novembro. Diário de Hermes se tornou um meio de informação para familiares distantes e alguns itajaienses.

Confesso que me vi surpreso nas duas oportunidades, mas agora espero ansioso as eleições do próximo ano e mais nenhuma enchente. Realizei muitas conquistas através deste blog. Bom, só falta agora eu conseguir um emprego no jornalismo. Por tudo isso, agradeço aos muitos amigos e a Deus por tudo isso. Amém!





Uma nova semana

21 07 2009

Construção Civil

Apesar da crise financeira que abala o mundo e da crise portuária que abala Itajaí, o ramo da Construção Civil parece não ter sido afetado. Hoje, o Jornal do Meio-Dia (Ric/Record) apresentava a Construção Civil como o setor que mais cresce na cidade de Balneário Camboriú. Por aqui, olho pela janela da cozinha e vejo dois exemplos da prosperidade no ramo: 1- a casa velha de madeira dos visinhos foi derrubada para ser construída a nova, de alvenaria, por uma empreiteira contratada; 2- a construção de um prédio de uns 10 andares na rua José Pereira Liberato.

Comemorações

Dia 20 de junho é aniversário de emancipação política de Balneário Camboriú. A cidade completa 45 anos, mesmo que o prefeito Periquito não goste, não é verdade? Outra comemoração importantes são os 40 anos da ida do homem até a Lua. Nesse mundo de lunáticos, temos mesmo é que comemorar!

Indicando

Quero indicar aqui a coluna Nos Bastidores do Poder, de Eduardo Assis. Primeiro pela qualidade da coluna e segundo porque o amigo Eduardo está sempre repercutindo o Diário de Hermes. A segunda indicação é o site do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas. Você pode ter acesso a todo o arquivo do CPDOC, baixar livros e artigos sobre a história e política brasileira, basta você fazer o cadastro grátis.

Amizade

Hoje é dia do amigo. Como acabei não parabenizando ninguém, parabenizo aos amigos publicamente. Mandando um abraço virtual aos amigos que contribuem com este blog.





Se eu fosse um padre

18 07 2009

Compartilho com os leitores deste blog um trabalho fotográfico desenvolvido pela turma de Fotojornalismo II da Univali, sob a orientação do professor Robson Souza. Um livro de Fotojornalismo temático nas poesias de Mário Quintana. Os versos dos quais guiei meu trabalho são da poesia Se eu fosse um padre e as fotos são das igrejas do Santíssimo Sacramento e Imaculada Conceição em Itajaí. No próximo semestre, o livro será impresso e cada acadêmico terá um exemplar.

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Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições…
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
…e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

Poesia de Mario Quintana
Fotografia de Thiago Amorim Caminada

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O voto para acabar com a crise no Senado

16 07 2009

Sou mais um a comentar sobre a crise do Senado, fato. E o que mais revolta em tudo isso é que enquanto falamos, protestamos, condenamos, mais indiferentes parecem estar nossos senadores.

Não quero comentar sobre José Sarney, nem falar sobre Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que prova que senador no Brasil não tem mesmo o que fazer. Quero apenas trazer algumas questões sobre a necessidade de se manter as duas casas do congresso brasileiro e, principalmente, defender o sistema de República Presidencialista contra o sistema de governo Parlamentarista.

A cada crise os radicalistas se exaltam e voltam a gritar pelo fechamento do Senado. Nada mais desagradável e anti-republicano do que ouvir essas falsas rebeldias. Muitos que agora lêem este texto podem confirmar a experiência nefasta da Ditadura em ter o Congresso Brasileiro fechado. Por mais indignos que os parlamentares – senadores e deputados federais – sejam, o Brasil ganha muito mais com o funcionamento do Senado e da Câmara, do que com sua extinção. Este, definitivamente, não é o caminho para uma política mais justa e séria.

Por outro lado, também não defendo o sistema governamental Parlamentarista. [Para saber sobre Parlamentarismo clique aqui.]  Sou contra, pelo menos por enquanto. A democracia no Estado brasileiro ainda não está preparada para este sistema. Pensem vocês do quanto os nossos parlamentares seriam capazes se o poder governamental estivesse sob o seu comando. O eleitor brasileiro está mais consciente, mas ainda não estamos preparados para escolhermos homens sérios do Parlamentarismo.

A solução para a crise no Senado? O voto! A mesma solução para os dissabores na Câmara. A mídia vem escancarando as ilegalidades e aos poucos o processo se torna mais transparente. O eleitor deve votar sem medo e escolher verdadeiros representantes. Aí sim, poderemos pensar em uma reforma eleitoral e, talvez, uma reforma política.





Homenagem Póstuma a João Ardigó

15 07 2009

Quero prestar uma homenagem digna a um dos homens mais valorosos da cidade de Itajaí: João Ardigó. Seu João trabalhou durante muitos anos como funcionário público da Prefeitura de Itajaí, casado com a professora Yolanda Ardigó. Nesta madrugada, aos 88 anos, João Ardigó faleceu deixando sua segunda esposa Doralice Francez, oito filhos – Edison, Iveti, João Carlos, Manoel Cesar, Sérgio, Roberto, Júlio e Rogério – e netos.

Uma figura ímpar lembrada até hoje pelos funcionários mais antigos da prefeitura e amigos da igreja. Hoje, durante todo o dia, o céu de Itajaí permaneceu cinza e logo após o sepultamento caíram algumas gotas, como lágrimas. Políticos, funcionários públicos, familiares e amigos prestaram a última homenagem durante todo o dia.








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